Posts Tagged ‘tomate’

Em MInas Gerais a vida é assim: uma eterna competição para ver quem ingere mais gordura e carboidrato. É de se espantar que, além das barraquinhas de yakissoba aqui em São Paulo, nenhum mineiro com tino para negócios tenha pensado em fazer barracas de tropeiro. Ia vender pencas. Eu comeria.

Pois bem, isso quer dizer que tropeiro é tipo o yakissoba de BH. No domingo passado, FIZ CONTATO com três. Antes de começar, vamos explicar no que consiste o tropeiro.

Se você pensou que era apenas um tipo de feijão… engano seu. O prato completo inclui o feijão com farinha, arroz, couve, torresmo, pedaços de lingüiça/carne/frango (depende de quem faz), ovo frito (que o Alexandre e a Simone chamam de zolhudo ou algo assim, então deve ser o jeito que o povo chama o ovo frito por lá) e às vezes pedaços de tomate. Ou seja, PF, né, pessú?

Um deles foi no Mineirinho, onde acontece uma feira de artesanato com uma giga praça de alimentação – a barraca que eu fui acho que chamava Barraca do Mexidão, algo assim. R$ 5, o pequeno, R$ 8 o grande – que eu me lembre. Com frango, pouca lingüiça, e achei que tinha arroz demais (pedi menos e mesmo assim veio um montão). OK. Acho bom ligar antes para saber se vai ter feirinha, eu acho que é todo domingo mas não tenho certeza.

Do lado de fora do Mineirão, nas barracas ao redor do estádio: R$ 4. Bem salgadão, com carne. Como era o mais trashão, foi o que eu achei com cara de mais saboroso – mas não sei se agüentaria um inteiro.

E finalmente o legítimo tropeirão do Mineirão. Comprei na lanchonete Bar 23 (acho que era isso), a do portão 7A – lá dentro mesmo – por R$ 6. Não gostei da carne vir inteirona – eles entregam uma colher para você comer, e acaba que você tem que pegar o bifão com a mão, mesmo… não me aventurei. Tem pedaços de tomate com uma aparência esquisita, porém gostosos. Uma parte do desafio é justamente comer aquele rangão em pratinho de plástico sentado na arquibancada do estádio com uma colherzinha. Isso sim é coisa para craque!

Serviço (vou dar o endereço do Mineirão, o Mineirinho fica ao lado)
Mineirão
Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha, Belo Horizonte – MG.

Jorge Wakabara

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Precisei almoçar por aqui em Pinheiros mesmo e me deparei com o Reserva Pinheiros, que eu sempre achei bonitinho-simpático-um-dia-farei-um-happy-hour-aqui e FIZ, MINHA GENTE, FIZ? Não fiz, né, claro, a gente geralmente promete essas coisas bobas tipo “no-meu-próximo-salário-compro-um-cinto-preto-que-eu-tô-precisado” e acaba comprando um estampado com o Tony Jr e acaba o dinheiro. ENFIM.

Cheguei à conclusão que aquela era a melhor oportunidade de sentar no Reserva e conhecê-lo sem ficar esperando uma remota possibilidade de happy hour nas cercanias de Pinheiros que não seja no Genésio, em dias de bolso mais cheio, ou no REAL, em dias de bolso vazio.

Comecemos pelo mais importante: a COMIDA! Existe no cardápio uma seção ALMOÇO ECONÔMICO, que consiste em salada + alguma carne + arroz branco ou “temperado” (that means alho poró) + outra guarnição. Acho que tinha sobremesa incluída também, mas eu sou tão lesado que fui embora sem perguntar. Bom, na minha terra isso chama PF, mas se eles querem chamar de AE, eu não me importo. Principalmente porque é tudo bem feitinho e muito gostoso: a salada tem alface, tomate e cenoura; pedi um filé de frango bem passado e ele veio ao ponto, tudo bem, mas tava bem saboroso; na guarnição optei por um purê de abóbora, que na verdade estava mais para creme mas nem por isso deixava de ser uma delícia, temperadinho na medida.

A decoração do lugar é, digamos… interessante. Tijolo aparente, máquinas de escrever antigas na parede e… um farol de trânsito num canto. Oi? Vai saber. A conta deu R$ 12 e alguma coisa, com refri. Valeu super, paguei feliz – eu, que tava acostumado com PF caro do Itaim, achei LINDO.

Serviço
Reserva Pinheiros Grill & Bar
R. dos Pinheiros, 754, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3062 7113

Jorge Wakabara

Achei um lugar que podemos dividir em duas partes: um lado Subway e um lado Starbucks. Ou seja, o local é bem american new way of life.

O lado Subway deles é quando você entra na fila pra montar o seu próprio lanche, escolhendo os ingredientes na “vitrine”. Mas o plus do lugar são as opções! Molhos diferentes, incluindo um tal de wasabi dijonaise que é ótimo. Várias carnes com vários temperos, de rosbife a frango tandoori. Queijos diversos, de prato a brie. Legumes cozidos e grelhados. E verduras fresquinhas. Tem as opções prontas de sanduíches, mas escolher o que você quer é mais legal. Ah, sim… o pão é feito lá mesmo, num fornão a lenha, o que deixa o lugar com cheiro de padaria.

Um sanduíche básico (1 molho + 1 carne + 1 tipo de queijo + legumes + alface + tomate), dá pra uma pessoa com muita fome e custa R$ 17,90. Tem também só salada (muitas opções de folhas e complementos), que vem numa tigela IMENSA, por R$ 17,90 também.

Ok, não é muito pobre, já que esse preço não inclui bebida. Mas o lado Starbucks deles é: sabe todos os tipos de café americanos? Lattes, mochas, decafs, que não existem em tamanho pequeno? Tem tudo, e pela metado do preço da cadeia de café já citada. Um café simples sai por R$ 3,30. Todos os chás são Twinings (tem Darjeeling, meu novo amor), também por R$ 3,30. Muffins imensos, brownies, frutas e bolos de cenoura, todos na faixa de R$ 4,50. E o grande destaque vai pro waffle, bem quadrado, bem americano, por R$ 4,90. Breakfast only.

O lugar é bacana, a freqüência é bonita, o som ambiente é agradável. No almoço é lotado, de tarde é o meu novo refúgio para meus late lunchs. À noite, não sei. Talvez na unidade Itaim vire balada…

Serviço
NYC NYC Sandwich Bar (o povo lê “Níqui Níqui”)
Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1444, Brooklyn
Av. Juscelino Kubitschek, 165, Itaim Bibi
São Paulo – SP
www.nycnyc.com.br

Natalli Tami

Saca a situação: estava na terapia, falando exatamente da minha compulsão por comida pouco nutritiva e cara, e já pensando no almoço marcado nas proximidades de um Mc Donald’s. A terapia acabou, o almoço miou, e eu estava ali, no meio de Pinheiros, doida para atacar um Hamburguinho, ou até mesmo seguir a dica da Fafá e ir no Sinhá.

Após um raio de consciência, olhei do outro lado da rua e vi a deidade: Divino Bar e Grelhados. Embora eu freqüente semanalmente aquela área, esse era um lugar que nunca tinha me chamado a atenção. Mas, enfim, entrei e decidi provar.

Já de cara, um garçom passou e me ofereceu um prato de salada. Desconfiei, mas como eu ainda nem tinha olhado o cardápio, aceitei. Era um pratinho de sobremesa com alfaces picadas, rodelas de tomate, agrião e cenoura raladinha, tudo muito farto. Aquilo só podia ter um preço, mas fosse o que fosse, eu estava pagando.

O cardápio consistia em pratos do dia, pratos semanais mais baratos e lanches. Desrespeitando a terapeuta, pedi um sanduíche de pernil, que estava divino (hein, hein?). Bem servido, com bastante cebola, e o garçom ainda trouxe um molhinho inglês e uma pimentinha prá completar. De bebida, pedi um suco de abacaxi.

A conta deu R$ 11,20, e a salada era cortesia da casa. Ou seja, barato, simpático e gostoso.

Serviço
Divino Bar e Grelhados
Rua Dos Pinheiros, 953, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3031 7265
www.divinobar.com.br

Bia Bonduki

Vila Madalena hoje virou sinônimo de bares lotados, trânsito, chopp caro e pessoas com estilo duvidoso, certo? E o que preconceituosamente chamamos de “moemização” da Vila Madalena é um fenômeno irreversível que já dominou as principais imediações do bairro, certo? Errado. Num dos poucos espaços ainda não explorados do bairro, existe o simpático e discreto Sabiá.

Eu sinceramente já estava cansado de todas as opções que apareciam. O mesmo chopp, o mesmo papo, a mesma decoração e a mesma cortina de fumaça engordurada de picanha na chapa. Picanha é bom, eu concordo. Mas não há nada mais desagradável que ficar com o cabelo cheirando a picanha na chapa. Nada mais deselegante, na minha opinião.

O grande barato do Sabiá é o ambiente clean (não há nem letreiro na porta) sem ser despojado-pretensioso-chic. É simplão mesmo: mesas de madeira com toalhas brancas, paredes brancas, piso avermelhado e portas e janelas de vidro grandonas. O que contrasta com seu público, sempre bem eclético, que varia das patricinhas perdidas ao povo do samba (que estava presente da última vez que estive lá). É o lugar pra levar o date, o pessoal do trabalho, os amigos antenados e até mesmo seus pais num sábado à tarde.

O cardápio é recheado de comidas bacanas e simples. Comida de botequim de verdade. Porções de moela, língua, além dos tradicionais pratos como a feijoada e a vaca atolada (carne saborosa num caldo suculento, arroz e couve refogada). Optamos pelos sanduíches, todos no pão francês, que além de deliciosos, possuem um preço sensacional. Destaque para o sanduíche de bife à milanesa com salada de agrião e tomate. Com R$ 20 você consegue comer bem e ainda tomar dois chopps bem gelados. o que significa que com os outros R$ 20 você pode ficar a vontade para experimentar um outro drinque ou a deliciosa empadinha (nas versões camarão e palmito) que saem por R$ 3,50 cada.

O Sabiá já virou minha opção de boteco-com-chopp da Vila. Tenho ainda muito o que explorar no cardápio (e acreditem, vai demorar um certo tempo devido a variedade de opções). Se pá, cola lá.

Serviço
Sabiá
Rua Purpurina, 370, Vila Madalena, São Paulo – SP.
Tel. 11-3816 1872/4508 3554
Aceitam dinheiro, Visa, Mastercard

João Marcelo

Minha relação com a Dona Deôla da Av. Pompéia não envolve café com leite nem pão com manteiga, apesar de eu ser tarada por essas coisas. É uma relação puramente pragmática: trabalho na cercania, preciso almoçar, portanto é lá que eu vou.

Sim, a Dona Deôla tem comida. Mais especificamente, um buffet self-service no horário do almoço – o horário exato eu não sei, mas com certeza das 12h às 15h rola. Só não é muito sábio chegar no fim da feira (como em qualquer outro self-service) porque a salada não vai estar tão bonita nem a comida tão fresca: eles vão repondo ao longo do tempo, mas chega uma hora que eles páram, né…

As opções em salada são boas, com vários tipos de folha, tomate, tábua de frios e o mais importante de tudo: ovinhos de codorna! Os pratos quentes vão mudando durante a semana, mas sempre tem arroz, um tipo de torta, um tipo de carne e outro de frango, sem contar uma bandeja de salgadinhos, tipo mini-croquete, mini-coxinha e essas perdições todas. De sexta-feira é o dia mais gostoso, que é quando tem peixe e frutos do mar, como camarão na moranga. A única reclamação – e acaba sendo uma dica preciosa: as massas, que ficam em panelas a vapor, estão sempre frias. SEMPRE. Aquelas panelas a vapor são uma enganação. Fuja delas.

Enfim, dá pra comer gastando uns R$ 10. Eu como pouco e gasto R$ 7. Se você tiver com uns trocados a mais na carteira, vale muitíssimo a pena aproveitar-se do fato de estar dentro de uma padaria e comer uma sobremesa gostosa e despudoradamente engordativa. Eu recomendo o mini-sonho ou a carolina, que lá vem em versão doce de leite ou chocolate (apesar de carolina de chocolate ser uma incoerência, porque se o recheio é chocolate já vai pra chave classificatória da mini-bomba, não é mais carolina. Carolina que é carolina tem recheio de doce de leite, né não?… mas isso é outra discussão).

IMPORTANTE: Dona Deôla aceita VR* (pelo menos a da Pompéia eu sei que aceita). E todas as quatro casas são 24h! Não vai ter buffet de almoço às 3h da manhã, né, mas um pãozinho na chapa sempre engana a fome…

Serviço
Dona Deôla Pães, Doces e Cia.
Av. Pompéia, 1937, Pompéia, São Paulo – SP.
Tel. 11-3672 6600

R. Pio XI, 1377, Alto da Lapa, São Paulo – SP.
Tel. 11-3022 5640

R. Conselheiro Brotero, 1422, Higienópolis, São Paulo – SP.
Tel. 11-3826 4648

Rod. Raposo Tavares, km 22, Granja Viana, São Paulo – SP.
Tel. 11-4612 2288

http://www.donadeola.com.br/

*Nós do PobreTambémCome sabemos da importância do VR em nossas vidas. Por isso, a idéia é trazer essa informação em todos os restaurantes postados; até ingressamos num trabalho de resgate dos posts antigo, pra complementar com este dado. Aos poucos a gente consegue fazer o levantamento de todos, ok?

Mari Tavares

A gente costumava freqüentar mais, né? O Bar Leblon, que fica perto do Exquisito, é tipo filhote do Filial, sabia? Pois é: diz que é um ex-gerente do bar da Vila Madalena que toca o lugar simpático.
Desde o chão, que imita a calçada do bairro carioca, até um mapa na parede que reproduz Leblon, Ipanema e Copacabana, o clima tenta remeter à Zona Sul do Rio. Eu curto, na verdade, porque é um pouco mais barato que o Exquisito e costumava ser bem menos cheio… hoje em dia, o negócio é ir de dia de semana, e de preferência cedo. O Leblon tá lotando – sorte dos donos, azar o nosso, que agora tem que enfrentar fila de espera.
O legal do Leblon é que dá super para comer. Quando estou com “meia fome”, eu costumo comer o saladão que vai alface, palmito + outras coisinhas (não peça a de rúcula com mussarela de búfala, é beeem menor). Pros momentos “ogrinho”, peça o prato com arroz, feijão e carne seca com queijo coalho e mandioca (acho que é mandioca… ou é pamonha?). É uma delícia é custa um pouco menos de R$20.
Gosto das caipirinhas de saquê, também, que é gostosa e num preço superhonesto (acho que R$ 11, por aí). Só não me venha com a caipirinha de saquê com fruta vermelha – maiores drinque de mulherzinha, ninguém consegue tomar inteiro de tão docinho. Blergh.
Outros pontos positivos: o garçom e o público – desencanado e misturado, já vi de J. Pig a Marina Person e Badauí por lá. Q? A localização também é ótima – pertíssimo da Augusta porém mais sossegado, e se der uma animada dá para ir dançar PIXIES na FUN HOUSE e relembrar the old times.

Ah, sim, porque a Fun House continua na década de 2000.

Serviço
Bar Leblon
R. Bela Cintra, 483, Consolação, São Paulo – SP.
Tel. 11-3237 0151
www.barleblon.com.br

Jorge Wakabara