Posts Tagged ‘salada verde’

Contribuição sempre bem humorada de Raul Andreucci, o terror da mulherada, Beto Mito nas horas vagas, doutor em futebol e PhD em saca-rolhas.

Tá, o dia dos namorados já passou. Mas sempre é tempo de ser romântico e comer bem. E uma boa pedida (ai, jornalista de serviço adora esse termo, né? um luxo!) pra nós, pobres (mortais), é o Blú Café.

É um “café & bistrô”, que fica ali na Rua Monte Alegre, em Perdizes, perto da PUC. É um lugar pequenininho, que mais parece uma casa bem aconchegante do que um restaurante sofisticado (e as comidas são, sim, sofisticadíssimas, viu!). Ajudam a compor esse ambiente os móveis antigos, a decoração meio européia e o jazz ao fundo (todas as quartas, sextas e sábados à noite). É aquela coisa: você senta e já se sente à vontade.

Melhor ainda que, quando você começa a se preocupar com o preço ou que vão achar que você não tem grana o suficiente para estar ali, os garçons aparecem com uma simpatia bem sincera e te mostram um menu com preços bem consideráveis. Eu não guardei bem o quanto era cada coisa porque sexta, quando fui ao Blú, tomei duas garrafas de vinho e, bem, vocês sabem… Mas garanto que há o que comer por volta dos 20 pilas, como o delicioso quiche, ou só para acompanhar um café, como as tortas doces (que hoje Deus não me permite mais comer).

Claro, se você gosta de falar que é pobre porque é hype ou está em alguma sistema de cotas mas tem grana…. amigo… se joga! Tem pratos ótimos por volta de 30, 40 mangos. Mas é sofisticado, hein. Não vai esperando um bife a cavalo. Eu sei, vão ter uns nomes estranhos que nem o chef sabe falar, mas vai na fé. Porque o trunfo do rango do Blú (é até uma blasfêmia chamar os pratos deles de rango, mas, como eu sou rebelde sem calça…) são as combinações. Não ache que tem coisa ali só pra decorar (se bem que, é, até tem…). É tudo pensado (ou me fizeram parecer que é), tudo junto ali na sua boca entra em uma harmonia que muda o sabor de uma maneira quase orgasmática, se assim vocês, puritanos, me permitem dizer.

Mas chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa. Se o que vale nessa vida é a didática e a etiqueta, aprendam:

SOU POBRE, ME AJUDA, TIO! Nada de carta de vinhos para você. Vai extrapolar logo de cara o orçamento. Fique no chope. Sabemos que você gosta, e este vem numa caneca generosa e trincando. Entradas? Nem pensar. Finja que passou só para um lanche e peça o “Quiche com salada verde ao vinagrete de ervas”, como quem não quer nada. Vai te sustentar, garanto. E ainda dá pra pedir sobremesa, uma das tortas ou a salada de sorvetes.

SOU CLASSE MÉDIA METIDO A BESTA, MAS MÃO-DE-VACA E NÃO PRECISO DA SUA AJUDA! Precisa sim, bem. Aceite a carta de vinhos do garçom, não precisa ter medo. Você vai se assustar com alguns preços, mas tem alguns por volta de cinqüenta reais que já ajudam a dar aquela malemolência gostosa. Não precisa pedir entrada, porque isso é coisa pra grã-fino mesmo, mas não faça aquela cara de irritado quando colocarem o couvert na mesa. Enjoy! Faça tudo com calma, você foi lá para curtir, não pra pensar nos preços. Dinheiro é pra ser gasto. Peça uma massa ou uma carne e take it easy, os pratos podem parecer insuficientes pra você que come um prato de arroz-feijão enorme, mas sustentam. E guarde espaço para a sobremesa, elas valem a pena. E sobremesa, pô, até pobre come!

Serviço
Blú Café
Rua Monte Alegre, 591, Perdizes, São Paulo – SP
Tel. 11-3871 9296
www.blucafe.com.br

Raul Andreucci

(Obs.: a gente adora o Raul porque ele fala “se joga” com naturalidade, mesmo sendo um jornalista hétero especializado em esportes!!!)

Ou seja – a Carrie iria se ela NÃO FOSSE A CARRIE.

Bom, a verdade é que o N’o Café é cheio de charme. Sabe daqueles lugares para você encontrar com as AMIIIIGAAAASSS e ficar conversando sobre o último boyzinho que você arrumou, as previsões do horóscopo e o próximo desfile da Balenciaga? Sim – é um local ótimo para ser fútil, e no entanto também é o local ideal para disfarçar e fingir que não é fútil. Afinal, você está na Vila Madalena, portanto deve saber o mínimo sobre MARKS e NEE – CHEE.

(Marks & Nee-chee? É uma marca novaiorquina que eu ainda não conheço?!)

O N’o Café não é barato – é, minha gente, o preço da futilidade disfarçada é CARO. Quando fui, comi o prato do dia, que era um galeto com salada verde e polenta com cogumelos e brie – TÁ? Saía uns R$ 25, acho… ou R$ 29? Bom, com uma bebidinha fica uns R$ 30 e poucos. A Bia e o Mano comeram x-burguer, mais barato, e ele era enorme e lindíssimo – eles aprovaram.

Também acabei tomando um capuccino com gengibre que DESCEU MACIO – R$ 5, dá para ir e tomar só ele depois de almoçar na casa dos pais em dias de contenção de despesas. Agora, caso você esteja num dia de LUXO PODER RIQUEZA & COBIÇA, experimente uma das cervejas finas e importadas que a casa oferece. Sarah Jessica diria: “It could be anywhere. But it’s here, in Saoum Paoulo”.

Serviço
N’o Café
R. Harmonia, 596, Vila Madalena, São Paulo – SP
Tel. 11-3032 4669

Jorge Wakabara

Começou a temporada de troca-troca de dicas entre blogs informativos. Dia desses, acatei a sugestão da e fui experimentar a comida do Jack Ribs.

Chegando lá, me bateu um peso na consciência (e no pandeiro*, que anda gigante) e eu resolvi não pedir o hambúrguer, como recomendado. Pedi então o Carolina Chicken Fingers, acompanhado de salada verde e cheddar mashed potatoes, além do molho de honey mustard. Delicioso! Por incrível que pareça, o que eu mais gostei foi do molho da salada, que ainda não consegui identificar. Era meio docinho, meio acre, não sei explicar bem. Já as mashed potatoes não eram de todo más, mas sou conservadora e prefiro sem o cheddar.

O prato ficou em R$ 13,90, o que eu achei ótimo para comida estilo Friday’s. Agora quero voltar com fome e comer as costelinhas. Rê, me acompanha?

Serviço
Jack Ribs
Shopping Villa-Lobos, 3o. piso – L406, Alto de Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3024 3748

Bia Bonduki

* Nota do editor: pandeiro é bunda+quadril no vocabulário de nossa querida Adelaide Ivanova.

Obs. do editor: é em shopping, o que teoricamente é proibido nesse blog. Mas já que veio da Bia, que é do interior, a gente deixa – pessoas do interior podem freqüentar shoppings de São Paulo sem o nosso pré-julgamento.