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Gente, Jorge já fez um post sobre este restaurante há tempos atrás, mas informação nunca é demais, né… 

Ali no comecinho da Mourato, longe dos bares, perto da rua dos Pinheiros, tem um sobradinho que é o China Massas Caseiras. É um lugar bem simples e se você não olhar com atenção, vai passar reto achando que é qualquer coisa, menos um restaurante. Ah, e o lugar é super movimentado.

Como todo restaurante chinês (e italiano), os pratos são mais que bem servidos e a meia porção serve 2 pessoas fácil. O pastel é ótimo, é grandinho e não é exatamente um guiozá. Tem até uns recheios diferentes, mas eu e minha companhia de garfo votamos pelo tradicional (carne de porco). Uma porção com 6 pastéis roubou um pouco a cena do frango xadrez + arroz primavera que veio depois, mas não decepcionou ninguém.

A conta deu algo em torno dos R$25 pra cada, considerando 2 pessoas com fome, que pediram cerveja, porção de entrada e dois 1/2 pratos. E ainda dava pra levar o que sobrou pra casa, mas fomos preguiçosos.

Agora eu preciso voltar lá pra provar a tal da massa caseira, né?

Serviço
China Massas Caseiras
R. Mourato Coelho, 140, Pinheiros, São Paulo – SP
Tel. 11-3085 7111 (delivery)
Horário: De seg., ter., qui., sex. e sáb. das 11h30 às 14h40 e das 18h30 às 22h30 // Dom. das 11h30 às 15h30 e das 18h às 22h.

Natalli Tami

Lugares que oferecem boa comida a preços justos são ótimos. Já lugares que oferecem isso e um atendimento simpático, são de virar fã.

Com a Pizzaria Dona Maria foi assim. Passei na frente, achei bonitinho e peguei um cardápio, à disposição na porta. Numa noite de pouca comida em casa, liguei e pedi. Mas antes, um parênteses.

Estávamos sem dinheiro e só tínhamos cartão. Como alguns estabelecimentos levam a maquininha junto com a entrega, resolvi ligar e perguntar. Eles não faziam isso, mas, ao invés de mandar um “não faz” e desligar em seguida, o moço que me atendeu explicou porque não e deu outras sugestões de pagamento. Em seguida, tirou meu pedido e disse que em dez minutos eu podia passar para pegar (e pagar no débito no salão mesmo). No caminho, ainda ligaram para o meu namorado para avisar que a pizza estava pronta. Já achei ótimo.

Na hora de comer, mais detalhes incríveis: a pizza vem acompanhada de um saquinho com alho torrado, a azeitona é verde e gordona (e não aquela titica preta amarga), e o manjericão vinha aos montes. Na caixa da pizza, uma poesia impressa. Um capricho só.

Pedimos uma pizza grande, meia-calabresa, meia-marguerita, mais uma coca de dois litros, e tudo ficou em R$ 19,00 – menos de R$ 10 para cada.

O site tem mais informações e, inclusive, eles servem um almoço preparado por uma nutricionista e um chef internacional. Vou provar e conto para vocês.

Serviço:
Dona Maria Pizzaria
R. Joaquim Antunes, 1026
Pinheiros – São Paulo – SP
Tel: 3819-1282 / 3813-0036 / 3031-1054
www.donamariapizzaria.com.br

Bia Bonduki

O Fornalha é tão importante para nós, PobresQueTambémComem, que virou VERBO. A primeira que eu ouvi dizendo para a gente FORNALHAR foi Bruna Beber. Existe Fornalha em alguns lugares do Rio, mas o Fornalha dos nossos corações fica em Copacabana, bem pertinho das casas de prostituição e das colegas.

No Fornalha não existe espaço para comida saudável. Ou você come uns salgados fritos cheios de gordura, ou você come um pedaço de bolo gigante e cheio de açúcar. Por isso mesmo a gente gosta. Além de eu adorar o bolinho de aipim (que para o paulista é a mandioca) com carne seca de lá, posso ir de madrugada (pois é 24h) e posso pedir por telefone (pois tem delivery até as 21h). É bem barato: o salgado sai R$ 2 (ou R$ 2,30 quando tem requeijão), a fatia de bolo fica por volta de R$ 3 e pouco dependendo do tipo (o que eu gosto, morango com chocolate, é R$ 3,30).

Bom, quem nunca fornalhou precisa experimentar o SALGADINHO MAIS QUENTE DO RIO. É o slogan deles, juro!!!

Serviço
Fornalha (de Copacabana)
R. Ministro Viveiros de Castro, 33-C, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2275 3998

Jorge Wakabara

O nome do local é Bagdá Café e eu comi de um tudo lá… menos comida árabe. Er, desculpa, pessoal. Tem comida por quilo e as comidinhas árabes também, mas na verdade eu tava a fim de comer um peixe. Me joguei num em postas temperado com pimentão e coentro – que, segundo o Eduardo, é um fetiche sexual meu.

O Edu também comeu um brigadeiro, que ele gostou. Alguém já experimentou as coisas realmente árabes para contar pra nóis? Deixa aí seu comentário. Obs.: eles entregam em casa!

* Para quem não se lembra, essa era a música do filme Bagdá Café.

Serviço
Bagdá Café
R. Gustavo Sampaio, 560, Leme, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2542 9609

Jorge Wakabara

Um dia desses eu encontrei uma superamiga e, conversa vai, conversa vem, falei pra ela sobre o nosso PobreTambémCome. Depois de amar essa idéia, sabe qual foi a primeira pergunta que ela fez? “E na ZN, que que tem de BomPraPobre?”. Essa pergunta me pegou de jeito, já que eu nasci, cresci e fui criada na ZN, mais especificamente no bairro do Limão (ou Kentuky, como diria o Fê!) e não sabia responder. Pensei cá com meus botões e me veio à cabeça o que de melhor meu bairro natal tem: a padaria A Lareira. Foi lá que eu passei a infância, junto com minha amiga Alessandra, engordando entre um pão recheado e um belo doce. Conhecia todo mundo, meu segundo lar – seria o primeiro, mas minha mãe não deixou!

Começou pequena, bem de bairro mesmo, e hoje é um império de sabores e delícias. O pão não tem o que dizer, é maravilhoso. Os doces – ai, Jesus! Lá tem de tudo o que a Galeria dos Pães tem, mas, acho eu, que é maior e não tem tantas dondocas assim! É térrea, tem um amplo espaço de mesas; balcão de doces, frios e para pedir lanches; mini-mercado; forno de pizza e é 24 horas. Se você trabalha por ali perto, vai lá pra Cachoeirinha ou quer descobrir o que que a ZN tem, passa lá. É padoca, meu, pra todos os bolsos, inclusive para os cheios de teias de aranha.

Enquanto isso, vou tentar lembrar o que mais tem na ZN para você… e pra mim também, porque a situação tá roxa!!!

Serviço
A Lareira
Av. Deputado Emílio Carlos, 718, Bairro do Limão, São Paulo – SP.
Tel. 11-6858 4400
www.alareira.ind.br

Cinthia Reis 

Alguém já reparou que Minas Gerais virou uma idéia fixa do blog?
ABAFA O CASO.

Você, pessoa moderna que lê esse blog incrível chamado PobreTambémCome, com certeza já passou algumas vezes pela Galeria Ouro Fino, aquele ex-atual-futuro reduto do hype na nossa Paulicéia. E com certeza já passou por um singelo café que fica ali do lado, como quem não quer nada, e nem reparou.

Aquele café se chama Vó Sinhá e, veja só que coisa, ele é especializado em petiscos mineiros! Segundo o cardápio, essas coisinhas típicas são realmente “importadas de Minas” – óun, achei charmoso. Experimentei: o pão de queijo com recheio de carne seca com catupiry (!! R$ 3,50), a sopa de abóbora (R$ 8,90) e o capuccino (R$ 3,50). Tem lá também e em breve volto para experimentar: doces diversos, biscoito de queijo, quiche com salada.

O Vó Sinhá é uma boa opção, pelo que reparei, para comer barato pelos Jardins. Faça as contas: sopa + suco ou refri sai bem menos que R$ 15. O atendimento foi superfofo (até achei, em alguns momentos, que a menina estava dando em cima de mim. Sério).

Obs.: tem delivery! Não sei qual região eles entregam – provavelmente só lá perto – mas não custa ligar e perguntar!

Serviço
Vó Sinhá
R. Augusta, 2724, Jardins, São Paulo – SP.
Tel. 11-3081 2389

Jorge Wakabara

Bom, como essa semana foi muito difícil a minha dica fica restrita ao circuito Itaim – afinal, eu trabalho lá, pô. Dessa vez fui experimentar a Burriteria.

Vai, pensa comigo, filho: a tabacaria vende tabaco, a peixaria é onde você encontra peixe, a Temaqueria serve temaki, logo a Burriteria vende… vende…? Isso, filho, a Burriteria vende BURRITOS!

Bom, quem me conhece sabe que eu sou superchegado numa pimenta – “porque pimenta, minha gente, é um anti-depressivo natural…” – logo sou chegado numa comida mexicana (e indiana, e goiana, e etc). Na Burriteria você pode pedir um burrito só e OK, ou você pode ir nos Combos, tipo promoção do Mac. O meu preferido, no quesito custo x benefício, é o Combo 2: dá direito a um burrito grande, um taco e um refrigerante (eu substituí por chá gelado e paguei um pouco a mais). De qualquer forma, dá menos que R$ 20 – acho que é R$ 18,90, algo assim.

O sabor de burrito que experimentei foi o Ai Caramba!: com a carne cortada em cubos mais pimenta Jalapeño em conserva – amo!, sour cream, alface americana e queijo prato. Também tem um tal de Cabra-macho com mini cubos de bacon torrados e molho “tchicano picante” (sic), eu achei melhor não arriscar. Para os vegetarianos, tem uns sabores especiais que eu acho que devem ser bem gostosos: são dois, um chamado Radical com beringela, abobrinha e guacamole, e outro (o Nem Tanto, risos) com beringela e grão de bico.

Quanto ao taco: pedi um bem básico, o Baseball, com chilli-beans (a comida, não o óculos, idiota), guacamole, alface americana e cheddar. Bem gostoso.

Na Burriteria também tem salada e nacho, e aquela coisa de burrito doce – você sabe, o povo adora inventar ao invés de servir uma boa tortinha de banana.

É bom chegar cedo, no dia que eu fui lotou lá pelo 12h40. Fica superchato porque rola uma filona enorme. Dica boa é que eles entregam e a taxa é de R$ 1 – só precisa ver se eles entregam na sua região, né? Não seja burro de achar que com esse preço na taxa, eles vão entregar em Santana. Tonto.

Serviço
Burriteria
Av. Brigadeiro Faria Lima, 3179, Itaim Bibi, São Paulo – SP.
Tel. 11-3073 0020
www.burriteria.com.br

Jorge Wakabara

Viu o título apelativo e ficou babando pra ler conto erótico encaixando (ui!) culinária com sexo de pobre? Entra no Mix Brasil, que o assunto aqui é feijoada. Feijoada completa: feia e suja. Ou a verdadeira feijuca, se preferir.

Pra início de conversa: boteco que é boteco não serve feijoada light! E pobre que é pobre sabe o valor gustativo-nutritivo de iguarias como orelha, pé, língua, fígado e rabo. Quer feijão preto com carne seca e lombo? Vai pro Bolinha e paga cinqüenta mangos per capita. Agora, tá afim de tirar a tarde do sábado pra bater uma feijuca violenta, daquelas que, se combinada com piscina redundam em morte por congestão – que nem o amigo daquele seu tio que bateu as botas no churrasco da família quando cê tinha 12 anos? Passa na Churrascaria e Lanches Estrela da Cardoso.

OK, o nome não poderia ser mais cafona. Ou até que poderia, se o ambiente fosse levado em conta. Com mesa de toalha vichy plastificada, copo âmbar, cadeira de plástico com assento marrom clarinho e uma gordona cuidando do caixa enquanto ralha com o marido, o Estrela é um achado downhill no meio do bairro de Perdizes – área com maior índice de pizzarias familiares por m² em SP. Feio, mas até que limpinho, o pico não tem cardápio: as opções do dia ficam expostas naqueles quadros de montar com letras amarelas, sabe? Então, esses mesmos. E a feijoada só entra na moldura de sábado – Deus sabe porque eles desconsideram a quarta como dia de feijão amigo.

Além da pelante cumbuca do ensopado, os R$14 também dão direito a uma porção ridiculamente grande de arroz branco (soltiiiiiiiiiinho que só), farofa competente e um arretado molho de pimenta. O caldo merece (muito) destaque: mesmo que ex-ce-len-te, tá longe de ser bonito e, dependendo das carnes que vierem encimando, dá até pra pegar um nojinho. Mas esquece o estético e experimenta, que vale a pena. De início, as texturas das carnes, erm…, menos nobres, são bem bizarras. Tipo, a pele do pé descola do osso – sei lá, cartilagem ou o quê – e fica dançando sozinha na boca, meio que com vontade própria. Abstrai de novo e esquece que aquilo é asqueroso. Abstraiu? Ficou bom, não? Com o tempo, vai ficando – de verdade!

OK, faltaram a laranja e a couve, mas como exigir tudo isso de uma refeição que sai por míseros R$ 7? Sim, a porção serve dois esfomeados com pé nas costas – ou ainda três pessoas com fome em modo menor que boi no rolete.

Pros mais fresquinhos, o contra-filé à cavalo (R$ 12,90) e o à Parmegiana (R$ 15,90) são os mais recomendados. Aviso: eles são ridiculamente grandes – é de dar medo, juro – e acompanham arroz, fritas, feijão, salada e um copinho de cachaça (?!) que vem com qualquer prato da casa.

O aperitivo que serviria pra abrir o – haja! – apetite foi a única coisa que não rolou de provar pra contar. Porque até experimento orelha, pé e rabo, mas me recuso a tomar cachaça servida de garrafa de Coca-Cola reaproveitada. Tudo tem limite. Até pra pobre.

Serviço
Churrascaria e Lanches Estrela
R. Cardoso de Almeida, 1523, Perdizes, São Paulo – SP.
Tel. 11-3673 1927 (eles entregam, contanto “que dê pra andar a distância”, advertiu a gorda nervosa do caixa)

Chico Felitti

Esse blog é muito bom, gente. Esse blog faz TURISMO. Estamos falando diretamente do Ceará, onde yo estoy cobrindo o Dragão Fashion Brasil 2008. Que beleza, essa vida de jornalista, não?

Beleza nada – tô trabalhando que nem um peão desgraçado.

Mas tudo bem. Aqui se come muito bem por pouquíssimo, e se come coisas que não se encontra no sudeste tão facilmente: quer dizer… CAMARÃO E PEIXE. Logo que chegamos fomos nos aventurar pela Av. Monsenhor Tabosa, que é uma espécie de José Paulino daqui. E encontramos o Pankeka’s – um lugar supersimples com uns pratos de tempero ultragostoso. Comi carne de sol (é o vício) com baião de dois – é um prato executivo servido no almoço. Na verdade dava até para duas pessoas, e custa a bagatela de… R$ 9,99! Eu disse NOVE E NOVENTA E NOVE. Ju e Paula comeram frango grelhado e disseram que também estava gostoso (R$ 7,99). Os meninos (Roberto, Fredy e Luis – esqueci alguém?) se jogaram no camarão e gastaram um pouco mais, mas bobagem.

Fica aberto até meia-noite e… tchananan! Tem delivery! Eba!

Obs.: eu não sei se os preços daqui costumam ser mais baratos que isso. Portanto, os restaurantes sobre os quais falarei de Fortaleza são para pobres de São Paulo, OK? Mas os cearenses que quiserem colaborar – fiquem à vontade, a casa é pobre mas é limpinha.
Obs. 2: Agora que eu percebi que ninguém experimentou a panqueca do Pankeka’s…

Serviço
Pankeka’s
Av. Monsenhor Tabosa, 1613, Meireles, Fortaleza – CE.
Tel. 85-3248 0296

Jorge Wakabara