Posts Tagged ‘batata frita’

Trabalhar na região do Itaim é uma coisa que pode ser infernal ou genial – depende do ponto de vista. Em termos gastronômicos, o lado bom são as várias opções de restaurantes e padarias, mas o lado ruim é o preço, em geral um pouco salgado para refeições que não mereciam uma parte tão gorda de nosso suado salário…

Uma opção interessante é o restaurante Abadia. Não é exatamente barato, mas a comida é muito gostosa. Funciona no esquema de quilo, sempre com ótimas e variadas opções de salada (os molhos são deliciosos!), carne para os carnívoros, coisas vegetarianas para os vegetarianos, arroz, feijão e – uma coisa que me conquista – todo dia tem opção de peixe. Em geral tem também alguma coisa gordurenta e deliciosa, como pastel, batata frita, bolinho de arroz e coisas do tipo. Eu como pouco, em geral gasto uns R$ 8 e como bem; quando estou em dia ‘ogra’ de ser, gasto uns R$ 12.

Entre as bebidas, os sucos custam R$ 3 e a cerveja R$ 4 – mas ninguém aqui vai beber em horário de expediente porque somos funcionários exemplares, né minha gente? Agora, o melhor mesmo é a salada de fruta. A melhor que eu já comi na vida. Não é aquela coisa insossa de um monte de pedaço de fruta picada e jogada de qualquer jeito. Não não não. Eles colocam as frutas numa taça e regam com um suco, acho que de laranja ou coisa do tipo, fica de-li-ci-o-so. Custa R$ 4, 20. Tem também a opção com sorvete, que fica um pouco mais caro (R$ 6). Pra quem quer chutar o balde, tem opções de tortas doces, brigadeiros (aqueles grandes e gordos) e até petit gateau. E tem aquele sistema de que a cada refeição você ganha um cupom – lá eles chamam de ‘indulgência’, brincando com o nome do restaurante -, ai você junta 10 e troca por alguma coisa, que pode ser a própria sobremesa. Dica: fugir do horário de pico – entre 13h e 14h – porque o lugar fica insuportavelmente cheio.

Ah! E aceita VR!

Serviço
Abadia
R. do Rócio, 25, Itaim Bibi, São Paulo – SP
Tel.: (11) 3044-4975

Mari Tavares

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Essa é para os simplistas. Ou para os sem-frescura. Ou para os que realmente encarnam no espírito PobreTambémCome aqui na região do Brooklyn.

Do lado das torres do WTC e do shopping D&D fica escondido o Clube Atlético Reinaldão. Mas não vai achando que é algo do tipo o Pinheiros, tá? É um clube de bairro, onde os locais se encontram pra jogar um futebolzinho no fim do dia e pra beber cerveja depois. Eis que, há alguns meses, a freqüência de transeuntes na rua aumentou e bateu a curiosidade: por que esse entra e sai de gente por esse portão? Nossa fonte culinarista de renda controlada (leia-se: taxista do ponto da rua) informou que lá dentro, na cantina do clube, havia se instalado um portuga que era o Rei do Peixe Grelhado. E que ele cobrava R$ 10 a refeição.

Meu chefe, que vive na praia, foi testar e disse que era isso mesmo. O portuga, seu Joaquim, trabalha com pescados há 20 anos e tem um fornecedor exclusivo que garante a procedência dos peixes. A princípio, a simplicidade abre as portas da desconfiança. Porém, sentar em um pequeno pátio com árvores num dia bonito para um refeição é mais que convidativo. E o agradável aroma de peixe grelhado pra quem gosta de peixe grelhado é melhor que Biotônico Fontoura. As opções disponíveis são peixe (anchova ou tainha) ou carne vermelha (picanha bovina ou costelinha de porco). Fui na anchova, que veio inteira só pra mim, com muito alho e muito azeite português. De guarnição, veio uma saladinha bem básica de alface + tomate, arroz e batata-frita. Tudo fresquinho e bonitinho. Pedimos também um suquinho de laranja pra acompanhar. No total, R$ 11 pra cada pessoa. Se fosse costelinha, sairia um pouco mais caro, R$ 14.

Vou falar, de novo, que é tudo bem simples. Mas é ótimo pra sair da rotina de comer comida pronta ou no quilo mais próximo.

Serviço
Clube Atlético Reinaldão
R. Arizona, 1554, Brooklyn, São Paulo – SP
(travessa da Av. Luis Carlos Berrini, perto do shoppind D&D)

Natalli Tami

Esse é engraçado!

Bom, é muito difícil a vida da bilu em BH, porque o povo aqui é muito careta. Mesmo em boteco gay, é raro você ver um casal se beijando – se você vir, cuidado, pode ser eu. RISOS.

Então. Aí acontece que ou você vai com o boyzinho para a boate… ou não. Só que se você for cervejeiro e gosta de ficar sentado, acaba em maus lençóis. Ó, E AGORA, QUEM IRÁ ME DEFENDER?
A Villa Paraty, minha gente!

A Villa Paraty é um bar mezzo boate que, pelo que entendi, é mais para meninas só que os meninos também acabam indo. É uma casinha antiga com direito a, CLARO, uma sapatão cantando munida de violão, e lá para trás tem uma parte aberta, tipo quintalzão, com vários “níveis” cheios de mesa – me lembrou a Casa do Espeto aqui de São Paulo em versão menor. Mas para completar a decoração, além das árvores reais, rola um painel com COQUEIROS e o banheiro fica numa casinha TIPO TÍPICA DE PARATI! Juro! Tudo remete à praia! É esquisitíssimo estar num lugar PRAIANO em Minas Gerais, te garanto.

O mais legal da Villa Paraty é que, além das cervejas de garrafa, tem porções! Ó!!! Comi uma de contra-filé cortado aperitivo com fritas. Tinha bastante pedaço com gordura mas mesmo assim valeu a pena, a porção é bem farta e deu para dois numa boa. Tem outras porções que eu não experimentei, mas pela cara delas, olha, vale a pena.

Como tem showzinho, tem couvert também. Durante a semana é mais barato, como fui no feriado saiu R$ 6. Mas olha… a fofa não canta só Madonna e Ana Carolina, não. Rolou até… KATE BUSH! SÉRIO!
E JUSTO WUTHERING HEIGHTS!

Serviço
Villa Paraty
R. Rio de Janeiro, 1309, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel 31-3224 1220
www.villaparaty.com.br

Jorge Wakabara

Um dos lugares mais bacanas para tomar uma cervejinha aqui em BH é o Pelicano Chopp. Lá vende chope (ah, jura?) e cerveja de garrafa (Skol sai R$ 3,70). Mas o mais bacana é o clima meio decadence-c’est-cool. Ele é de madeira, com um balcão à moda antiga. Nas paredes rolam umas fotos de famosos, tipo a Alcione com carinha meiga, o Chico Buarque, o José Lewgoy, a Adriana Calcanhotto fantasiada de Frida Kahlo… oi?

Eu e o Lê dividimos uma porção de bolinho de arroz bem honesta, depois chegaram dois amigos dele, o Hudson (xi, não sei se é assim que escreve) e a Ju, eles comeram um sanduíche com batata frita cada, e bebemos cerveja até empapuçar. Deu R$ 20 each. A trilha sonora é bem gostosinha e, para dar uma idéia da freqüência, tinha um Los Hermanos cover na mesa ao lado.

Obs.: o local era freqüentado pelo… Clube da Esquina. Juro, não tô zoando. Depois eu falo de outro lugar, pertinho, que também era freqüentado por eles!

Serviço
Pelicano Chopp
Av. Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3224 4292

Jorge Wakabara

Não é o lugar mais simpático. Quer dizer, eu particularmente acho ultrasimpático, mas eu sou botequeiro ogro, então não conto. Não é o lugar ideal para, por exemplo, levar o peguete de primeira viagem.

Mas o Bar do Elvis é histórico, qualquer pinheirense boêmio já caiu nele em algum momento da vida – principalmente da adolescência (se bem que o Real é mais clássico da adolescência pinheirense do que o Elvis…). Ele é praticamente um corredorzinho quase na frente da Ex-Sala Uol de Cinema, atual IG Cine. Umas mesinhas de metal com cadeira na calçada, ali dentro tudo apertadinho dividindo espaço com o balcão e os pôsteres do Elvis (por isso o nome do local).

No Bar do Elvis você provavelmente vai ficar morrendo de medo de comer, achando que o lugar é meio sujo. Parece, mesmo. Mas a Flavinha me convenceu a comer a tal batata frita do Elvis.
RA-PAZ.
Sabe aquelas batatas fritas ultragordurosas, cortadas bem grossonas, que a sua mãe faz em casa?
Pois bem. Diliça.

Vá com mais duas pessoas e pague bem pouco por isso e pela cerveja. Te garanto. Fora que o garçom, cujo nome esqueci, é simpaticíssimo.

Serviço
Bar do Elvis
R. Fradique Coutinho, 390, Pinheiros, São Paulo – SP.

Jorge Wakabara

O paraíso do PobreTambémCome não é barato. Como assim? É que a gente é da filosofia de que economizar para comer coisas gostosas é superválido. E o que a gente pode fazer? A Lanchonete da Cidade é o lugar que a gente mais freqüenta no mundo – não adianta, por mais que a gente tente fugir, pelo menos uma vez a cada duas semanas a gente tá lá, bobão, contando as moedas para pagar.
 
Dicas de gente que FREQÜENTA, e MUITO, a Lanchonete. Primeiro: seja atendida(o) pelo garçom Rodrigo se você quer ter prazer estético. Ele é bem gato. Segundo: dependendo da sua fome, você pode comer um mini x-burguer por R$ 13 – tá vendo? Não é tão caro! Também tem a opção do Totó, que é o cachorro-quente deles, mas o PobreTambémCome prefere os hambúrgueres mesmo. Terceiro: tá com muita fome! Então se joga no Roque, que é uma delícia, ou no Amarelinho, que tem… OVO! Quarto: a gente gosta da batata frita rústica para acompanhar, mas ela pesa na conta. Só peça se você estiver com grana sobrando. Quinto: tem bala de graça numa mesinha perto da vitrine!

E antes que eu me esqueça: eles prometem suco de tangerina para junho / julho. É porque a safra está curta… então só tem drinque de tangerina, por enquanto.

Serviço
Lanchonete da Cidade
Al. Tietê, 110, Jardins, São Paulo – SP.
Tel. 11-3086 3399
www.lanchonetedacidade.com.br

Jorge Wakabara

O nome dessa rua é um dos mais difíceis de entender que existem. A Pedro Taques é uma ruazica que fica entre a Bela Cintra e a Consolação, sentido centro, só que naquele pedacinho ela guarda algumas preciosidades, como a galeria de arte Polinésia, o Otto (um restaurante bem gostoso) e, last but not least, o Drosophyla.
O Drô é bem conhecido porque ele já existe faz bastante tempo – e tem uma certa clientela fiel. Mas o que pouca gente sabe é que o local guarda duas preciosidades!
1) O MEU DRINQUE PREFERIDO! Sim, é aqui que você vai encontrar a capirinha de saquê com lichia! É absurdo de bom. R$ 16! Caro, mas é um NÉCTAR!
2) Saudades daquelas festinhas de criança? Tinha aqueles cachorros-quentes com batata chips, huuum. Pois o cachorro caliente do Drô é igualzinho. Vem com uma ou duas salsichas – depende do humor da cozinheira! Hahahaha! Com uma cerveja acompanhando, deve dar menos de R$ 20!

Foi a que me apresentou todas essas iguarias do Drô – debaixo do bar tem uma lojinha ponta de estoque da Apego! E a lojinha só abre à noite, legal, né?

Serviço
Drosophyla
R. Pedro Taques, 80, Consolação, São Paulo – SP.
Tel. 11-3120 5535
http://www.drosophyla.com.br/

Obs.: a gente ainda vai falar do Otto! Ouvi dizer que agora tem uma sobremesa deliciosa por lá!

Ufa, primeira sugestão no bairro da Liberdade! Eu, um legítimo sansei, tava morrendo de vergonha de não ter dado nenhuma dica de japonês. Maíra Goldschmidt, essa coisa linda e pequenininha, sugere o Nandemoya – que eu ia com a minha tia há muuuito tempo, mas pelo visto ela garante que continua bom!

Aos domingos, o Nandemoya (Rua Américo de Campos, 09, na Liberdade) é ótimo. Com R$ 16 ou R$ 17 come-se bem. Como o bairro indica, é restaurante japa. É um bandejão de sushis, sashimis, yakissoba, bifun, hot-roll (amo!) e até batata frita smile (afinal, tem gosto para tudo). Como sempre está cheio, o peixe fica fresco – pode comer sem nojo. O público varia de famílias caretas tradicionais a um povo moderno (desses que vão depois assistir a alguma coisa no Espaço Unibanco ou tomar um café na Fnac -hahaha). Fica aberto a semana inteira (até 15h30, se não me engano), mas domingo é mais legal.

Tá, eu não confio muito nessa coisa de sashimi de bandejão, mas prometo que vou tentar e digo o que achei. E quem tiver ido pode se manifestar pelos comentários também!

Serviço
Nandemoya 
R. Américo de Campos, 9, Liberdade, São Paulo – SP.
Tel. 11-3208 8604