Posts Tagged ‘baixa gastronomia’

Achei um lugar que podemos dividir em duas partes: um lado Subway e um lado Starbucks. Ou seja, o local é bem american new way of life.

O lado Subway deles é quando você entra na fila pra montar o seu próprio lanche, escolhendo os ingredientes na “vitrine”. Mas o plus do lugar são as opções! Molhos diferentes, incluindo um tal de wasabi dijonaise que é ótimo. Várias carnes com vários temperos, de rosbife a frango tandoori. Queijos diversos, de prato a brie. Legumes cozidos e grelhados. E verduras fresquinhas. Tem as opções prontas de sanduíches, mas escolher o que você quer é mais legal. Ah, sim… o pão é feito lá mesmo, num fornão a lenha, o que deixa o lugar com cheiro de padaria.

Um sanduíche básico (1 molho + 1 carne + 1 tipo de queijo + legumes + alface + tomate), dá pra uma pessoa com muita fome e custa R$ 17,90. Tem também só salada (muitas opções de folhas e complementos), que vem numa tigela IMENSA, por R$ 17,90 também.

Ok, não é muito pobre, já que esse preço não inclui bebida. Mas o lado Starbucks deles é: sabe todos os tipos de café americanos? Lattes, mochas, decafs, que não existem em tamanho pequeno? Tem tudo, e pela metado do preço da cadeia de café já citada. Um café simples sai por R$ 3,30. Todos os chás são Twinings (tem Darjeeling, meu novo amor), também por R$ 3,30. Muffins imensos, brownies, frutas e bolos de cenoura, todos na faixa de R$ 4,50. E o grande destaque vai pro waffle, bem quadrado, bem americano, por R$ 4,90. Breakfast only.

O lugar é bacana, a freqüência é bonita, o som ambiente é agradável. No almoço é lotado, de tarde é o meu novo refúgio para meus late lunchs. À noite, não sei. Talvez na unidade Itaim vire balada…

Serviço
NYC NYC Sandwich Bar (o povo lê “Níqui Níqui”)
Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1444, Brooklyn
Av. Juscelino Kubitschek, 165, Itaim Bibi
São Paulo – SP
www.nycnyc.com.br

Natalli Tami

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O Fornalha é tão importante para nós, PobresQueTambémComem, que virou VERBO. A primeira que eu ouvi dizendo para a gente FORNALHAR foi Bruna Beber. Existe Fornalha em alguns lugares do Rio, mas o Fornalha dos nossos corações fica em Copacabana, bem pertinho das casas de prostituição e das colegas.

No Fornalha não existe espaço para comida saudável. Ou você come uns salgados fritos cheios de gordura, ou você come um pedaço de bolo gigante e cheio de açúcar. Por isso mesmo a gente gosta. Além de eu adorar o bolinho de aipim (que para o paulista é a mandioca) com carne seca de lá, posso ir de madrugada (pois é 24h) e posso pedir por telefone (pois tem delivery até as 21h). É bem barato: o salgado sai R$ 2 (ou R$ 2,30 quando tem requeijão), a fatia de bolo fica por volta de R$ 3 e pouco dependendo do tipo (o que eu gosto, morango com chocolate, é R$ 3,30).

Bom, quem nunca fornalhou precisa experimentar o SALGADINHO MAIS QUENTE DO RIO. É o slogan deles, juro!!!

Serviço
Fornalha (de Copacabana)
R. Ministro Viveiros de Castro, 33-C, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2275 3998

Jorge Wakabara

Ou seja – a Carrie iria se ela NÃO FOSSE A CARRIE.

Bom, a verdade é que o N’o Café é cheio de charme. Sabe daqueles lugares para você encontrar com as AMIIIIGAAAASSS e ficar conversando sobre o último boyzinho que você arrumou, as previsões do horóscopo e o próximo desfile da Balenciaga? Sim – é um local ótimo para ser fútil, e no entanto também é o local ideal para disfarçar e fingir que não é fútil. Afinal, você está na Vila Madalena, portanto deve saber o mínimo sobre MARKS e NEE – CHEE.

(Marks & Nee-chee? É uma marca novaiorquina que eu ainda não conheço?!)

O N’o Café não é barato – é, minha gente, o preço da futilidade disfarçada é CARO. Quando fui, comi o prato do dia, que era um galeto com salada verde e polenta com cogumelos e brie – TÁ? Saía uns R$ 25, acho… ou R$ 29? Bom, com uma bebidinha fica uns R$ 30 e poucos. A Bia e o Mano comeram x-burguer, mais barato, e ele era enorme e lindíssimo – eles aprovaram.

Também acabei tomando um capuccino com gengibre que DESCEU MACIO – R$ 5, dá para ir e tomar só ele depois de almoçar na casa dos pais em dias de contenção de despesas. Agora, caso você esteja num dia de LUXO PODER RIQUEZA & COBIÇA, experimente uma das cervejas finas e importadas que a casa oferece. Sarah Jessica diria: “It could be anywhere. But it’s here, in Saoum Paoulo”.

Serviço
N’o Café
R. Harmonia, 596, Vila Madalena, São Paulo – SP
Tel. 11-3032 4669

Jorge Wakabara

Um dia desses eu encontrei uma superamiga e, conversa vai, conversa vem, falei pra ela sobre o nosso PobreTambémCome. Depois de amar essa idéia, sabe qual foi a primeira pergunta que ela fez? “E na ZN, que que tem de BomPraPobre?”. Essa pergunta me pegou de jeito, já que eu nasci, cresci e fui criada na ZN, mais especificamente no bairro do Limão (ou Kentuky, como diria o Fê!) e não sabia responder. Pensei cá com meus botões e me veio à cabeça o que de melhor meu bairro natal tem: a padaria A Lareira. Foi lá que eu passei a infância, junto com minha amiga Alessandra, engordando entre um pão recheado e um belo doce. Conhecia todo mundo, meu segundo lar – seria o primeiro, mas minha mãe não deixou!

Começou pequena, bem de bairro mesmo, e hoje é um império de sabores e delícias. O pão não tem o que dizer, é maravilhoso. Os doces – ai, Jesus! Lá tem de tudo o que a Galeria dos Pães tem, mas, acho eu, que é maior e não tem tantas dondocas assim! É térrea, tem um amplo espaço de mesas; balcão de doces, frios e para pedir lanches; mini-mercado; forno de pizza e é 24 horas. Se você trabalha por ali perto, vai lá pra Cachoeirinha ou quer descobrir o que que a ZN tem, passa lá. É padoca, meu, pra todos os bolsos, inclusive para os cheios de teias de aranha.

Enquanto isso, vou tentar lembrar o que mais tem na ZN para você… e pra mim também, porque a situação tá roxa!!!

Serviço
A Lareira
Av. Deputado Emílio Carlos, 718, Bairro do Limão, São Paulo – SP.
Tel. 11-6858 4400
www.alareira.ind.br

Cinthia Reis 

Um dos lugares mais bacanas para tomar uma cervejinha aqui em BH é o Pelicano Chopp. Lá vende chope (ah, jura?) e cerveja de garrafa (Skol sai R$ 3,70). Mas o mais bacana é o clima meio decadence-c’est-cool. Ele é de madeira, com um balcão à moda antiga. Nas paredes rolam umas fotos de famosos, tipo a Alcione com carinha meiga, o Chico Buarque, o José Lewgoy, a Adriana Calcanhotto fantasiada de Frida Kahlo… oi?

Eu e o Lê dividimos uma porção de bolinho de arroz bem honesta, depois chegaram dois amigos dele, o Hudson (xi, não sei se é assim que escreve) e a Ju, eles comeram um sanduíche com batata frita cada, e bebemos cerveja até empapuçar. Deu R$ 20 each. A trilha sonora é bem gostosinha e, para dar uma idéia da freqüência, tinha um Los Hermanos cover na mesa ao lado.

Obs.: o local era freqüentado pelo… Clube da Esquina. Juro, não tô zoando. Depois eu falo de outro lugar, pertinho, que também era freqüentado por eles!

Serviço
Pelicano Chopp
Av. Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3224 4292

Jorge Wakabara

Saca a situação: estava na terapia, falando exatamente da minha compulsão por comida pouco nutritiva e cara, e já pensando no almoço marcado nas proximidades de um Mc Donald’s. A terapia acabou, o almoço miou, e eu estava ali, no meio de Pinheiros, doida para atacar um Hamburguinho, ou até mesmo seguir a dica da Fafá e ir no Sinhá.

Após um raio de consciência, olhei do outro lado da rua e vi a deidade: Divino Bar e Grelhados. Embora eu freqüente semanalmente aquela área, esse era um lugar que nunca tinha me chamado a atenção. Mas, enfim, entrei e decidi provar.

Já de cara, um garçom passou e me ofereceu um prato de salada. Desconfiei, mas como eu ainda nem tinha olhado o cardápio, aceitei. Era um pratinho de sobremesa com alfaces picadas, rodelas de tomate, agrião e cenoura raladinha, tudo muito farto. Aquilo só podia ter um preço, mas fosse o que fosse, eu estava pagando.

O cardápio consistia em pratos do dia, pratos semanais mais baratos e lanches. Desrespeitando a terapeuta, pedi um sanduíche de pernil, que estava divino (hein, hein?). Bem servido, com bastante cebola, e o garçom ainda trouxe um molhinho inglês e uma pimentinha prá completar. De bebida, pedi um suco de abacaxi.

A conta deu R$ 11,20, e a salada era cortesia da casa. Ou seja, barato, simpático e gostoso.

Serviço
Divino Bar e Grelhados
Rua Dos Pinheiros, 953, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3031 7265
www.divinobar.com.br

Bia Bonduki

Vila Madalena hoje virou sinônimo de bares lotados, trânsito, chopp caro e pessoas com estilo duvidoso, certo? E o que preconceituosamente chamamos de “moemização” da Vila Madalena é um fenômeno irreversível que já dominou as principais imediações do bairro, certo? Errado. Num dos poucos espaços ainda não explorados do bairro, existe o simpático e discreto Sabiá.

Eu sinceramente já estava cansado de todas as opções que apareciam. O mesmo chopp, o mesmo papo, a mesma decoração e a mesma cortina de fumaça engordurada de picanha na chapa. Picanha é bom, eu concordo. Mas não há nada mais desagradável que ficar com o cabelo cheirando a picanha na chapa. Nada mais deselegante, na minha opinião.

O grande barato do Sabiá é o ambiente clean (não há nem letreiro na porta) sem ser despojado-pretensioso-chic. É simplão mesmo: mesas de madeira com toalhas brancas, paredes brancas, piso avermelhado e portas e janelas de vidro grandonas. O que contrasta com seu público, sempre bem eclético, que varia das patricinhas perdidas ao povo do samba (que estava presente da última vez que estive lá). É o lugar pra levar o date, o pessoal do trabalho, os amigos antenados e até mesmo seus pais num sábado à tarde.

O cardápio é recheado de comidas bacanas e simples. Comida de botequim de verdade. Porções de moela, língua, além dos tradicionais pratos como a feijoada e a vaca atolada (carne saborosa num caldo suculento, arroz e couve refogada). Optamos pelos sanduíches, todos no pão francês, que além de deliciosos, possuem um preço sensacional. Destaque para o sanduíche de bife à milanesa com salada de agrião e tomate. Com R$ 20 você consegue comer bem e ainda tomar dois chopps bem gelados. o que significa que com os outros R$ 20 você pode ficar a vontade para experimentar um outro drinque ou a deliciosa empadinha (nas versões camarão e palmito) que saem por R$ 3,50 cada.

O Sabiá já virou minha opção de boteco-com-chopp da Vila. Tenho ainda muito o que explorar no cardápio (e acreditem, vai demorar um certo tempo devido a variedade de opções). Se pá, cola lá.

Serviço
Sabiá
Rua Purpurina, 370, Vila Madalena, São Paulo – SP.
Tel. 11-3816 1872/4508 3554
Aceitam dinheiro, Visa, Mastercard

João Marcelo

Licença, Mari!!

Mas o Bebelu, por mais que seja uma rede de lanchonetes, tem vários diferenciais. Primeiro: por enquanto, que eu saiba, só tem no Ceará. No site, tem até um indício que eles abrirão em São Paulo – o que me deixou muito do animado – mas não sei se é fato.

Segundo: imagine chegar no Bob’s e pedir por uma promoção com… sanduíche com carne seca, macaxeira e suco?! PARAÍSO, NÃO??? Pois sim: além do Pai d’Égua, o nome bizarrísimo do sanduíche de carne seca, queijo coalho e salada no pão árabe, você pode substituir sua velha batata frita por mandioca frita. O Pai d’Égua virou meu sanduíche favorito durante a minha estadia em Fortaleza – tinha um Bebelu na frente do hotel.

Portanto, se você for para Fortaleza e quiser gastar pouco num almoço rápido (mezzo rápido, né, gente, não exija muito do serviço) – apela para o Bebelu.

Serviço
Bebelu
Confira no site todos os endereços: www.bebelu.com.br 

Jorge Wakabara

Dica da Paloma: e é ÓTIMAAA! Gente, eu insisti tanto para ela escrever o texto quando ela me contou desse lugar!
Quero sarar do ciso A-GO-RAAA!

Na saída do Metrô Saúde existe um carrinho de churros sem nome, nada charmoso, nada elegante, muito menos saudável – porém os recheios exóticos (abóbora com côco, bicho de pé e pêssego) fazem valer os R$ 2 e uma passadinha no point nada badalado de São Paulo. Se é bom ou não? Não importa, afinal de contas onde mais você vai achar um churros de pêssego? É experimentar esse ou morrer curioso.
Quem levar? Ninguém. E vá disfarçado.

Serviço
Metrô Saúde, linha azul, São Paulo – SP.

Paloma Passetto

Para muitos, morar no interior pode ser uma tragédia. Estou incluída neste grupo. Não tem muito o que fazer, as opções de cultura são escassas, quando não são inexistentes, e as gastronômicas costumam se resumir a pizzarias. Aqui em Tatuí não era muito diferente, até que decidiu voltar às chapas o rei do sanduíche de boteco, João Bauru.

O João foi chapeiro por muito tempo num bar da cidade, até que resolveu abrir sua própria lanchonete. O lugar é simplérrimo: são três mesinhas de ferro com três cadeiras cada uma, mais quatro banquetas no balcão. Só. Ele abre só de dia de semana, das 19h até a hora que acabar o pão, sem chororô. Fim-de-semana, não abre e pronto. Mas mesmo assim, tem gente fazendo fila prá comer lá.

Se você um dia decidir provar o melhor de Tatuí, recomendo o x-salada completo e o sanduíche de lombinho. O tempero é incrível, vem com bastante cebola e a maionese da casa é um capítulo à parte. Inclusive, ele vende a maionese separadamente.

O preço é salgado se você for comparar com sanduíches de padaria: R$ 5 cada. Mas vale cada mordida e, come on, um sanduíche no nosso segundo lar não sai por menos de R$10.

Serviço
João Bauru
Rua Onze de Agosto, logo após a Praça da Matriz – Tatuí, SP.

Bia Bonduki