Posts Tagged ‘arroz e feijão’

A gente costumava freqüentar mais, né? O Bar Leblon, que fica perto do Exquisito, é tipo filhote do Filial, sabia? Pois é: diz que é um ex-gerente do bar da Vila Madalena que toca o lugar simpático.
Desde o chão, que imita a calçada do bairro carioca, até um mapa na parede que reproduz Leblon, Ipanema e Copacabana, o clima tenta remeter à Zona Sul do Rio. Eu curto, na verdade, porque é um pouco mais barato que o Exquisito e costumava ser bem menos cheio… hoje em dia, o negócio é ir de dia de semana, e de preferência cedo. O Leblon tá lotando – sorte dos donos, azar o nosso, que agora tem que enfrentar fila de espera.
O legal do Leblon é que dá super para comer. Quando estou com “meia fome”, eu costumo comer o saladão que vai alface, palmito + outras coisinhas (não peça a de rúcula com mussarela de búfala, é beeem menor). Pros momentos “ogrinho”, peça o prato com arroz, feijão e carne seca com queijo coalho e mandioca (acho que é mandioca… ou é pamonha?). É uma delícia é custa um pouco menos de R$20.
Gosto das caipirinhas de saquê, também, que é gostosa e num preço superhonesto (acho que R$ 11, por aí). Só não me venha com a caipirinha de saquê com fruta vermelha – maiores drinque de mulherzinha, ninguém consegue tomar inteiro de tão docinho. Blergh.
Outros pontos positivos: o garçom e o público – desencanado e misturado, já vi de J. Pig a Marina Person e Badauí por lá. Q? A localização também é ótima – pertíssimo da Augusta porém mais sossegado, e se der uma animada dá para ir dançar PIXIES na FUN HOUSE e relembrar the old times.

Ah, sim, porque a Fun House continua na década de 2000.

Serviço
Bar Leblon
R. Bela Cintra, 483, Consolação, São Paulo – SP.
Tel. 11-3237 0151
www.barleblon.com.br

Jorge Wakabara

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O baião de dois teoricamente não se chama assim por ser para duas pessoas, mas porque ele é feito com arroz e feijão. Heim, heim? Sacou?

Ontem eu, Mari e Ana Laura fomos para o Biu, que costumava ser o POINT da TCHURMA lááá pelos idos de 2002… A mulher do Biu, a Edi, é uma cozinheira de mão cheia. É simplesmente umas das coisas mais gostosas que eu já comi.

Vai queijo, carne de sol, abóbora, coentro… tudo bem misturadão. Mas o + interessante é reparar na progressão geométrica embutida no cardápio.
Lá no Biu, decidiu-se que, além do baião de dois, existe… o baião de um, o baião de três, o baião de quatro, o baião de cinco… até o baião de nove, que eu me lembre.

Por enquanto, tudo parece muito simples. Você vai me dizer: “chama assim porque o baião de um é para uma pessoa, o baião de dois é para duas…” Ah, você acha? Pois saiba: no Biu o baião de dois dá para três, o baião de três dá para cinco. É o milagre da multiplicação. A Ana diz que isso se deve à farinha (q?).

Bom, para quem já conhece o Biu, saiba: o baião de dois costumava ser bem maior. Tá menorzinho… mas ainda dá para três sim. Com carne de sol – que é o original e mais gostoso mesmo – custa R$ 35. E para os vegetarianos de plantão: tem baião de dois vegetariano, pelo mesmo preço. Só acho meio tonto: o gostoso do baião é que vem carne junto – eu ficaria com a salada, mesmo…

Serviço
Bar do Biu
R. Cardeal Arcoverde, 776, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3081 6739

Jorge Wakabara

Eu já falei do Tulha, você lembra. E agora virou mania vasculhar lugares nos arredores do iG – que é onde eu trabalho, para quem não sabe. Dessa vez, devo dar os créditos para o Eduardinho. Ele me levou no Le Boulanger, que na verdade foi um lugar pelo qual ele cruzou num dia desses, achou simpático e – pelo que ele diz – seu FARO JORNALÍSTICO indicou que era bom.

Aí a gente foi conferir justamente hoje, quarta-feira, dia de… PF! O deles é bem temperado, com feijão preto e uma carne deliciosa (e ovo! Gente, tô numa fase Pobre-o-rama, adorando ovo). O lugar é bonitíssimo, bem arrumadinho, e o couvert (uns pedacinhos de pão que eu acho que é com alecrim e o Eduardo acha que não, que é outra erva) é gratuito.

O melhor é que parece um lugar mais elegante mas no fundo é supercool e não chega a ser tão caro quanto parece. Nossa conta deu R$ 23 e pouquinho, com o suco. Dá para ver o cardápio no site!

Serviço
Le Boulanger
R. Bandeira Paulista, 387, Itaim Bibi, São Paulo – SP.
Tel. 11-3078 6704
www.leboulanger.com.br

Obs.: não vou colocar essa tag porque é ridículo, mas é para-ir-com-o-seu-ex-namorado. Super OK. HAHAHA

Jorge Wakabara

Enquanto São Paulo é considerada uma das capitais da culinária, o Rio, tadinho, fica relegado apenas a uma das cidades mais lindas do mundo. É, acontece. E acontece que, para os pobres que também comem, tem um estilo de restaurante carioca que a gente ama e que rola em profusão por lá. Em São Paulo, a gente sooofre.

Sabe aqueles restaurantes-quase-botecos, que rolam de mil na orla? Eles servem aqueles pratos gigantescos com guarnição generosa, que dão pra dois ou até pra três – o que resulta numa conta amiga de uns R$ 15 por cabeça! Para os paulistas existem poucos dessa mesma estirpe – talvez alguns no centro, o Sujinho… que mais?

No Rio, a gente curte os da Cinelândia (o clássico Amarelinho, por exemplo), os de Copacabana (freqüência-turismo-sexual, leia-se putas e gringos)… e o Paz e Amor. Por que o Paz e Amor? Realmente ele não tem nada de muito diferente dos outros: os pratões, o chopp Brahma gelado e é isso. MAS — ele fica em um local superprivilegiado, esquina da Garcia D’Ávila com a Nascimento e Silva (isso mesmo, aquela da música), e ao mesmo tempo é freqüentado por locais. Nada de turistas, nada de putas. Ou seja, para passar a tarde comendo com a família ou amigos.

Recomendo: os pratos com frango são os meus preferidos. E o arroz com brócolis é uma delícia.

Serviço
Paz e Amor
R. Garcia D’Ávila, 173, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ.

Obs.: o Paz e Amor também é história – meu cunhado conta que o restaurante se transformou em point para o Renato Russo quando ele descobriu que estava com AIDS. É lá que ele enchia a cara para esquecer a doença. OK, não é uma informação muito agradável, mas não deixa de ser histórica, oras.

Jorge Wakabara

Vamos supor que você trabalha no Itaim, e você viu o nosso post sobre o PF fino mas achou que R$ 25 era demais para o seu coraçãozinho. Que tal pagar… R$ 10 a menos?

Pertinho do Tulha, na esquina, o Alvarenga’s Bar parece um daqueles botecos que existem aos montes em São Paulo. Mas só quem entra e pede algo percebe: é o tempero mais delicioso de PF que eu já experimentei. De terça-feira, por exemplo, o prato do dia é estrogonofe. E ele é preparado com… coentro!! O feijão também tem coentro e é delicioso. E o prato do dia sai por apenas R$ 11, tá? No Itaim, meu bem, isso é trocado.

Vale super: com suco de limão – que vem naqueles copões – tudo sai por R$ 14, sem cobrar 10 % de serviço, sem frescura. E dá para encarar tranquilo, mesmo se você não estiver acostumado com PF, porque é tudo limpinho (inclusive o banheiro), com serviço atencioso.

Serviço
Alvarenga’s Bar
R. Pedroso Alvarenga, 1173, Itaim Bibi, São Paulo – SP.

Jorge Wakabara

A gente adora um PF. Feijão com arroz, comida com SUSTÂNÇA, sacomé? Todo mundo curte, não tem jeito. Só que muita gente tem medinho e/ou vergonha e/ou nojinho de ir em boteco e pedir um comercialzão.

Eu não sofro desse mal – adoooro um boteco HAHAHA – mas, como pobre-porém-chic que sou, às vezes tô a fim de comer um PF mas ao mesmo tempo ir num ambiente agradável, um atendimento bacana. Descobri o lugar – PORÉM, não se anime, ele é mais caro que um PF de boteco. Lógico.

Por R$ 20 e poucos, você curte um PF caprichado e LINDO + bebida no Tulha. Sério, eu nem sou tão ligado em “apresentação” de comida (apesar de ser japonês), mas quando o prato chegou eu fiquei bem passado, com pena de comer e estragar aquela coisa tão bonita. Fora que o lugar é pequenininho mas super bem decorado. Pelo que eu percebi, o legal é ir no máximo em duas pessoas, mesmo, porque só tem mesinha pequena – e como é tudo meio apertadinho, seria um transtorno juntar mesas ali dentro. Às vezes rola uma fila de espera, porque pelo visto o lugar enche. E quem não gostar da opção de PF do dia (que eles chamam de caseirinho), tem outros pratos mais elaborados no cardápio – só que um pouco mais caros. De qualquer forma, a conta não deve ultrapassar R$ 30.

Serviço
Tulha
R. Pedroso Alvarenga, 1177A, Itaim, São Paulo – SP.
Tel. 11-3167 6229