Posts Tagged ‘árabe’

Atire a primeira pedra quem nunca tem vontade súbita por coxinha, risolis, empadinha e outras coisas gordurosas do tipo. Pois existe uma saída um pouco mais saudável e não menos gostosa: as esfihas do Rosima.  [lembrando, claro, que de vez em quando é bom enfiar o pé na jaca da gordura memo, sem medo de ser feliz.]

Pois. Por R$ 2,70, as esfihas do Rosima podem ser abertas ou fechadas – dã, como em toda casa árabe… Mas o diferencial lá são as esfihas vegetarianas. A de verdura é super temperada, com recheio de coisas verdes com nozes e uva passa. A de ricota também é ótima, não tem nada de insossa. E o melhor é que as esfihas são bem gordas, dá pra comer 2 ou 3 e ficar alimentado por um bom tempo. Ótimo pra quando precisamos comer alguma coisa correndo.

O Rosima é um restaurante árabe, então tem todas aquelas opções de pratos tradicionais. Na hora do almoço, a filial da Brig. Luis Antonio fica lotada de gente, mas os pratos eu nunca experimentei. Também nunca tive coragem de comer o kibe de peixe… Pode ser bom. Mas pode ser uma gororoba…

Serviço
Rosima
Av. Brig. Luis Antonio, 3302, Moema, São Paulo – SP
Tel. 11-3051 6000/ 3885 2826

R. Pamplona, 1738, Jardim Paulista, São Paulo – SP
Tel. 11-3887 3165/ 3887 8657
www.rosima.com.br

Mari Tavares

Você, querido produtor de moda pobre que se aventura por produções no Brás: nós temos um segredo que tirará (um pouquinho) o seu cansaço após bater perna na Rua Oriente. Não é um segredo, propriamente – todo mundo do Brás conhece a Casa Líbano, e todo mundo que gosta de comida árabe também. Não que o local seja muito barato – mas é em conta sim, e é tudo bem feitinho, produção própria, portanto ganha os nossos corações.

Anota: o combinado frio, que traz kibe cru, homus, coalhada seca, babaganush e chancliche ou fatouche ou tabule fica por… R$ 28,90 – e dá para dividir como entrada numa boa. A dica é ir com mais uma ou duas pessoas e pedir esse combinado + o kabsce (se fala cábse, mesmo, eu perguntei), um risoto com carneiro e amêndoas. A versão grande do kabsce fica R$ 25,90. Ele é beem gostoso, para quem gosta de carneiro, claro. Tinha várias outras opções que soavam deliciosas no cardápio, mas sorry, só tenho um estômago. Aliás: o homus é bem gostosinho, temperado na medida, e o kibe cru me pareceu fresco (daqui a pouco eu confiro e digo – THANKS FOR SHARING!).

Casa Líbano
R. Barão de Ladário, 831, Pari (sim, eu disse PARI), São Paulo – SP.
Tel. 11-3313 0289
http://www.casalibano.com.br/

Jorge Wakabara

O nome do local é Bagdá Café e eu comi de um tudo lá… menos comida árabe. Er, desculpa, pessoal. Tem comida por quilo e as comidinhas árabes também, mas na verdade eu tava a fim de comer um peixe. Me joguei num em postas temperado com pimentão e coentro – que, segundo o Eduardo, é um fetiche sexual meu.

O Edu também comeu um brigadeiro, que ele gostou. Alguém já experimentou as coisas realmente árabes para contar pra nóis? Deixa aí seu comentário. Obs.: eles entregam em casa!

* Para quem não se lembra, essa era a música do filme Bagdá Café.

Serviço
Bagdá Café
R. Gustavo Sampaio, 560, Leme, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2542 9609

Jorge Wakabara

Eu acho a Av. Brigadeiro Faria Lima um ERRO. Ela é bem metida a besta, mas apesar de incluir o Iguatemi e o Clube Pinheiros você NÃO ME ENGANA, FARIA LIMA, EU SEI QUE NO FIM VOCÊ ACABA PASSANDO PELO LARGO DA BATATA!

Agora é sério: na Faria Lima não tem cinema (fora o do Iguatemi), não tem museu, não tem teatro. Só  escritório e dinheiro, dinheiro, dinheiro. Ironia do destino: trabalho na Rua Amauri e sou obrigado a passar todos os dias pela Faria Lima. Então a gente aceita a derrota e segue em frente, né?

A minha irmã também já trabalhou na Faria Lima e um dos lugares preferidos dela para almoçar era o Café Árabe. Você não faz idéia da fila que se forma no almoço, é bizarro. Mas tem explicação: o Café Árabe é um legítimo QG de PobresQueTambémComem, porque a comida é gostosa e não é cara.

Ontem eu passei por lá para fazer um lanchinho antes de ir para a Hidráulica da USP – uma longa história – e comi uma esfiha e um kibe. O preço é honestíssimo mes-mo. R$ 1,50 a esfiha! E não é aquela coisa horrorosa do Habib’s de sobra de açougue, o recheio é realmente saboroso, temperado e caprichado. O kibe também é bem bom.

Aí eu decidi experimentar… o tal do café árabe em si. Perguntei para a garçonete se seria muita gafe eu pedir o café árabe e colocar açúcar, e ela respondeu com um sotaque que podia ser de tudo menos de árabe:
“Sei não…” – e meio que saiu andandinho.
Pensei com meus buttons e pins: se ela não sabe, pode até ser que seja uma gafe mas vou fazer igual cavalo em dia de parada na avenida principal – cagar & andar.
Pedi o café e ele veio num bulezinho bem engraçado, com um prato de cerâmica em cima (o bule não tem tampa, acho que isso é para não esfriar o café). A xícara que acompanha é pintadinha à mão (pelo menos é o que parece) e não tem asa. Vem bastante café, dá para mais de uma pessoa tranquilo – E CUSTA R$ 2, QUE MARAVILHA!

Quanto ao gosto: é esquisito, não vou negar. Me parece que tem umas ervinhas, umas coisiquinhas. Mas não senti borra de café, não – aquela coisa áspera, efeito de quando você vai coar em casa e sai tudo errado. E é bem forte, mais do que espresso! Quer saber? Gostei da experiência.

Em tempo: os pratos giram em torno de R$ 11 e poucos, e a coalhada (amo coalhada) tá R$ 8. Ou seja, num almoço você gasta uns R$ 16 no máximo, e num lanchinho você gasta R$ 5. Vai dizer que não é bom?

Obs.: Alerta prazer estético. Tem um coroa árabe enxutão no caixa que, olha… valia uma bela quantidade de tapete persa, viu? Para as mulheres solteiras também deve valer a pena, tem um monte de engravatado trabalhador. Vai saber, né, de repente você arruma um administrador de empresas. Tem gosto para tudo.

Serviço
Café Árabe
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1827, Jardim Paulistano, São Paulo – SP.
Tel. 11-3815 4150

Jorge Wakabara

Já falamos dele aqui, sim senhor. O Beirute é um dos lugares mais tradicionais da capital do país, e é um dos lugares que eu iria sozinho tranqüilamente – odeio sair sozinho para comer ou beber, mas tem algo ali de tão instigante e tanta gente diferente que eu me distraio pacas só observando.

(Não fui sozinho ontem, a Fernanda Ferrugem e alguns dos jornalistas de outros estados que estavam cobrindo o CFW foram comigo!)

O Beirute existe desde 1966 – acho, é algo assim. Por lá iam os intelectuais e artistas da cidade, e o bar (eu considero mais boteco do que bar, só vou chamar de bar por causa do tamanho) acabou virando um point que não é exatamente hypado, mas é o lugar. Sabe a avenida principal da cidade de interior, onde todo mundo à noite para se encontrar & conversar & relaxar? Em Brasília ninguém anda na rua, mas o Beirute resolveu o assunto. É lá que você vai encontrar todos os seus amigos bacanas de Brasília antes de ir para a balada. E não precisa combinar, não: é uma regra.

O famoso Kibeirute, que tem queijo dentro (e a turma da Ana Laura chama carinhosamente de Ki-tolete) custa R$ 4,50. A breja é de garrafa – oba – e tem outras coisas para comer por lá também. Mas acho que o forte do Beirute é: 1) ter cerveja BEM gelada, 2) a freqüência. Você vê casal careta do lado de drag queen, grupos de universitários, moderninhos, gays de todas as idades caçando (muita gente considera o Beirute um bar gay mas eu não concordo, acho bem misturado – por causa dessa fama ele ganhou o apelido de Gayrute).

O Beirute fecha às 2h, impreterivelmente. Portanto, não tente aparecer por lá às 3h: o garçom já vai ter ido embora. Depois de lá, você pode ir pro Dulcina, pro Landscape ou pro Espaço Galleria – aliás, é pelas mesas que você vai descobrir qual vai ser a festa mais legal da noite.

Vou colocar o serviço aqui embaixo, mas não precisa anotar: todo mundo sabe onde fica.

Serviço
109 Sul, bloco A, lojas 2/4, Brasília – DF.
Tel. 61-3244 1717

Jorge Wakabara

Ainda em Brasília – e agora a dica é exótica. Sabe o Gilberto Salomão? Antes ele era o point da juventude candanga. Não é mais – mas ainda tem lojas bem bacanas por lá. E também tem o Isis Café Empório.

O restaurante é árabe e beeem gostoso. Tem pratos baratinhos, tipo R$ 12. Fui com o Roberto e o Ricardo, dois jornalistas que também estão cobrindo o CFW, então experimentamos três pratos diferentes – cada um pediu um e fizemos um “rodízio”, dando uma bicada de cada. Foi ótimo e recomendo que vocês façam o mesmo – o cordeiro tava com um tempero gostosíssimo – o Ricardo, que cozinha portanto entende mais do que eu dessas coisas, elogiou – e o filé mignon também tava bem bom. A kafta eu achei muito seca. E o destaque: A PIMENTA BIQUINHO. Tô apaixonado pela pimenta biquinho. Quero pimenta biquinho todo dia. Gente, PIMENTA BIQUINHO É O NOVO PETIT GATEAU.

Além de ter comida legal, adorei a decoração do local: as cadeiras são de junco pintado de branco, as mesas tem uns desenhos, tudo bem típico mas parece também bem autêntico – não é cenografia, só vendo para entender.

Eu sei que essa sugestão sai um pouco do nosso contexto – é em uma espécie de shopping, mas achei o lugar tão interessante que decidi incluir aqui.

Obs.: esqueci de experimentar a esfiha. Desculpa aí, heim?

Serviço
Isis Café Empório
Centro Comercial Gilberto Salomão – QI 5, Lago Sul, Brasília – DF.

Jorge Wakabara

Jogo rápido: Arabesco de Perdizes (que eu sempre confundo com o Arábia, mas é bem diferente). A esfiha de massa folhada é gigantesca, sério, quase uma refeição. Custa R$ 5,90. Megalanche gostoso para um meio de tarde no fim-de-semana.

Para essa época de Páscoa, o Arabesco também decidiu fazer uma esfiha folhada crocante com banana picada, recheio de creme de baunilha, chocolate granulado por cima e sorvete de creme do lado – ela é servida quente. R$ 8,90. Essa é para aquela noite de quarta-feira que você precisa afogar as suas lágrimas e se lembrar de quando era criança e comer uma lata inteira de leite condensado era super OK.

QUE DRAMA, NÉ?

Serviço
Arabesco
R. Doutor Homem de Mello, 494, Perdizes, São Paulo – SP.
Tel. 11-3872 8164
www.arabesco.com.br 

Jorge Wakabara

Acho que todo mundo já ouviu falar do restaurante Almanara. Pois bem, pobre que é pobre nunca que vai entrar nesse lugar, mas não precisa ficar deprimido. A versão pobre do Almanara é uma maravilha e chama Esfiha Imigrantes. “Ah, é longe…” Não, não é!

A 700 metros do Metrô Imigrantes, você pode saborear as delícias que uma cozinha árabe pode proporcionar. Olha que eu gosto muito de comer, vou a muitos lugares, e mesmo assim arrisco dizer que a Esfiha Imigrantes está pau-a-pau com a versão chique. A esfiha de escarola é um crime e a kafta é espetaculosa. Com R$ 20, você come mooooito!!!

O serviço é rápido, barato e tem estacionamento gratuito. Quando você chegar lá, pode até ter uma fila, mas não desista, ela demora no máximo 10 minutos. Como nem tudo são flores, acho que o único defeito do lugar são suas mesas coladas. Mas aí, né pessoal, pensa pelo lado positivo, dá até pra fazer novas amizades!!

Vai com os amigos, família ou paquera, é muito gosthoso e barato também. Não tem com que ir? Me chama que eu vou!!!

Serviço
Esfiha Imigrantes
Av. Ricardo Jafet, 3332, Vila Gumercindo, São Paulo – SP.
Tel. 11-5071 2988
www.esfihaimigrantes.com.br

Cinthia Reis

Estamos recebendo várias colaborações!!! Eeeee, não é que o povo se empolgou? Então eu vou publicar tudo aqui bonitinho para facilitar na hora da busca, com os links ao lado – o povo tá colocando nos comentários!

A Ana Fialho (saudades, fia!) descobriu a sugestão dela por pura necessidade, porque ela veio trabalhar em Pinheiros na Trip e teve que conhecer lugares para comer no bairro. E eu, que sou superfã de Pinheiros (somos legítimos pinheirenses, eu e Mari), adorei a dica porque já conheço e assino embaixo. Tomo a liberdade, então, de reproduzir o texto do blog da Ana:

Laieli Cozinha Árabe

Um dos campeões (da cidade, diria!) na relação custo-benefício. O buffet a quilo tem sempre maravilhosos tabules, homus, tahine, coalhadas secas e afins. Os colegas saboreiam kaftas e kibes crus com muito gosto. O clima é bem descontraído e logo na entrada você é incentivado a dividir a mesa pela dona do restaurante.
Rua dos Pinheiros, 694 – 12h às 15h

Ana só esqueceu de colocar o preço! Eu, por exemplo, quando vou, gasto uns R$ 13. E olha que eu como bem, heim? Veja mais dicas dela em Pinheiros aqui! (eu só não curto muito, entre as dicas dela, o Quitandinha – acho bem ruinzinho. Do resto, o Pobre Também Come aprova!