Archive for the ‘Rio de Janeiro’ Category

Continuando o post de comemoração, vamos aos restaurantes citados neste primeiro ano de vida, agora de Fortaleza a Santos!

Fortaleza/CE
Balu Doces
Bebelu
Brazão
Pankeka’s
Pinguim Bar
Sirigaddo Country
Sorvetão

Ilhabela/SP
Cheiro Verde
Max Paladar

Nova York/EUA
Fabiane’s

Paraty/RJ
Bombom da Maga Bomboniere
Porto da Pinga

Rio de Janeiro/RJ
Bagdá Café
Cafeína
Fornalha
Koni Store
Paz e Amor

Santos/SP
Graminha

Aguardem! Próximo post é São Paulo de A a C – são tantos os restaurantes paulistanos que a gente vai ter que dividir em 4 etapas… Mas vamo que vamo!

Mari Tavares

IMPOSSÍVEL entrar na bomboniere Bombom da Maga, em Paraty (Parati? sei lá, ninguém sabe), e não lembrar do filme Chocolate. Dou um doce pra quem for lá e não fizer essa associação.

A loja fica no centro histórico de Paraty, então ocupa uma daquelas construções coloniais de portas compridas com bordas coloridas e azulejos pintados. Uma coisa muito fofa. A decoração da bomboniere também é simpática: os docinhos ficam em vitrines ou em cestinhas de vime, e todos os móveis são de madeira. Só tem uma coisa que eu dispensaria: logo na entrada tem um quadro cheio de fotos da dona com atores globais, o que eu acho muito desnecessário. Mas aí me explicaram que carioca adora posar com famoso, então…

A dona da loja (que eu não sei o nome) é a própria personagem da Juliette Binoche. Como no filme, ela faz dos bombons uma coisa meio de alquimia – por isso o nome “Bombom da Maga” e o logo de uma bruxinha voando de vassoura. Ela faz tudo a mão: desde a palha italiana e as trufas até o chocolate quente (R$ 3,50), que é daqueles bem cremosos e que vem tão quente que no minuto que você pára de mexer forma nata.

Mas ai, minha gente, aí tem o BOMBOM DE BRIGADEIRO. Meu jesus amado, o que é aquilo! É de chorar de bom. Custa R$ 2,50 e é uma das melhores coisas que existem no universo. Imagine: é um brigadeiro muitíssimo bem feito coberto por um tipo de glacê branco bem fininho e bem crocante. Tem outras opções de recheio, como coco e cereja, mas eu indico mesmo o de brigadeiro sem medo de errar. Dizem que o camafeu de lá também é famoso, mas eu não cheguei a experimentar. Só sei que custa também R$ 2,50.

Enfim, pra aquele lugar ser o paraíso só falta mesmo Johnny Depp de vendedor. Mas olha, sinceramente (e nunca pensei que diria isso), com aquele bombom de brigadeiro a ausência de Sr. Paradis até que passa despercebida.

Serviço
Bombom da Maga Bomboniere
Rua Matriz, 10, Centro Histórico, Paraty – RJ.
Tel. 24-3371 1580

Mari Tavares

Koni Store: este é o nome de uma rede de lanchonetes que servem apenas temakis. A idéia é bem interessante e, o melhor, custa pouco. Trata-se da nova modinha do Rio e fica aberta de madrugada. Os cariocas têm adorado sair da night e dar uma passadinha lá. Eu, Nilton Jr e Lucia Nobre (os dois últimos são cariocas) fomos lá. Fui conhecer as combinações, uma vez que os dois cariocas já são habitués do local, que tem lojas espalhadas pelo Rio e franquias em Salvador e Brasília.

Pedimos tempurá de camarão (R$ 8,50), salmão e shitake (R$ 8,50) e camarão (R$ 8). O bacana é que dá pra fazer umas alterações, tipo acrescentar cream cheese ou flocos de arroz, por apenas R$ 0,75. O preço é bem legal e as combinações também.

Já pensou em konis doces? Lá tem e são servidos em casquinha, típica daquela de sorvete. Jesus, o que é aquilo? Uma delícia !
 
Serviço
Koni
R. Maria Quitéria, 77, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2521 9348
http://www.konistore.com.br

Roberto Lima

Obs. do editor: Bob! TEMAKI DOCE NÃO! TEMAKI DOCE É O FIM!

O Fornalha é tão importante para nós, PobresQueTambémComem, que virou VERBO. A primeira que eu ouvi dizendo para a gente FORNALHAR foi Bruna Beber. Existe Fornalha em alguns lugares do Rio, mas o Fornalha dos nossos corações fica em Copacabana, bem pertinho das casas de prostituição e das colegas.

No Fornalha não existe espaço para comida saudável. Ou você come uns salgados fritos cheios de gordura, ou você come um pedaço de bolo gigante e cheio de açúcar. Por isso mesmo a gente gosta. Além de eu adorar o bolinho de aipim (que para o paulista é a mandioca) com carne seca de lá, posso ir de madrugada (pois é 24h) e posso pedir por telefone (pois tem delivery até as 21h). É bem barato: o salgado sai R$ 2 (ou R$ 2,30 quando tem requeijão), a fatia de bolo fica por volta de R$ 3 e pouco dependendo do tipo (o que eu gosto, morango com chocolate, é R$ 3,30).

Bom, quem nunca fornalhou precisa experimentar o SALGADINHO MAIS QUENTE DO RIO. É o slogan deles, juro!!!

Serviço
Fornalha (de Copacabana)
R. Ministro Viveiros de Castro, 33-C, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2275 3998

Jorge Wakabara

O nome do local é Bagdá Café e eu comi de um tudo lá… menos comida árabe. Er, desculpa, pessoal. Tem comida por quilo e as comidinhas árabes também, mas na verdade eu tava a fim de comer um peixe. Me joguei num em postas temperado com pimentão e coentro – que, segundo o Eduardo, é um fetiche sexual meu.

O Edu também comeu um brigadeiro, que ele gostou. Alguém já experimentou as coisas realmente árabes para contar pra nóis? Deixa aí seu comentário. Obs.: eles entregam em casa!

* Para quem não se lembra, essa era a música do filme Bagdá Café.

Serviço
Bagdá Café
R. Gustavo Sampaio, 560, Leme, Rio de Janeiro – RJ
Tel. 21-2542 9609

Jorge Wakabara

Enquanto São Paulo é considerada uma das capitais da culinária, o Rio, tadinho, fica relegado apenas a uma das cidades mais lindas do mundo. É, acontece. E acontece que, para os pobres que também comem, tem um estilo de restaurante carioca que a gente ama e que rola em profusão por lá. Em São Paulo, a gente sooofre.

Sabe aqueles restaurantes-quase-botecos, que rolam de mil na orla? Eles servem aqueles pratos gigantescos com guarnição generosa, que dão pra dois ou até pra três – o que resulta numa conta amiga de uns R$ 15 por cabeça! Para os paulistas existem poucos dessa mesma estirpe – talvez alguns no centro, o Sujinho… que mais?

No Rio, a gente curte os da Cinelândia (o clássico Amarelinho, por exemplo), os de Copacabana (freqüência-turismo-sexual, leia-se putas e gringos)… e o Paz e Amor. Por que o Paz e Amor? Realmente ele não tem nada de muito diferente dos outros: os pratões, o chopp Brahma gelado e é isso. MAS — ele fica em um local superprivilegiado, esquina da Garcia D’Ávila com a Nascimento e Silva (isso mesmo, aquela da música), e ao mesmo tempo é freqüentado por locais. Nada de turistas, nada de putas. Ou seja, para passar a tarde comendo com a família ou amigos.

Recomendo: os pratos com frango são os meus preferidos. E o arroz com brócolis é uma delícia.

Serviço
Paz e Amor
R. Garcia D’Ávila, 173, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ.

Obs.: o Paz e Amor também é história – meu cunhado conta que o restaurante se transformou em point para o Renato Russo quando ele descobriu que estava com AIDS. É lá que ele enchia a cara para esquecer a doença. OK, não é uma informação muito agradável, mas não deixa de ser histórica, oras.

Jorge Wakabara

Dizem que no Rio, mais especificamente em Ipanema, as pessoas costumam ter hábitos alimentícios muito saudáveis. Eu até li no Estadão de hoje que tem um médico que vai lançar um livro do tipo “Por que os cariocas de Ipanema não engordam”, sugerindo mudanças na dieta típicas de gente que você vê circulando nas galerias da Visconde de Pirajá.
Legal, legal.

Bom, o que eu notei de verdade é que tem muita gente em Ipanema que preza por um café-da-manhã bem reforçado. Um dos locais nos quais você pode experimentar essa onda é o Cafeína. Também tem em dois endereços em Copacabana e outros dois no Leblon – mas como eu fui no de Ipanema, é sobre esse que eu vou falar.

Ele fica na Farme (isso, na rua viada do Rio, tipo a Frei Caneca carioca com a diferença que, em vez da Lôca, eles têm a praia!). Lá você pode pedir um café-da-manhã simples (que já é bem bacana) e um suco, ou então umas outras opções (tem o natural, com iogurte com granola, mamão, suco de laranja…). É muito gostoso – mas também é esquisito, vem requeijão, manteiga e geléia e UMA mini-baguete. Obviamente você não consegue comer todos esses acompanhamentos com um pãozinho só, então acaba sobrando. Não custava vir duas mini-baguetes ao invés de uma, né?

Lá também tem uns bolos que me pareceram deliciosos. Mas não experimentei, porque o café simples já me deixou bem cheinho. É pra ir com amigos (especialmente se forem gays!), sozinho (vai que, né?), e até com família (eu fui com a minha e foi bem agradável). Com peguete também deve ser legal. E o atendimento, levando em consideração os problemas que o Rio tem nessa área, é acima da média.

Serviço
Cafeína
R. Farme de Amoedo, 43, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ.
Tel. 21-2521 2194
www.cafeina.biz

Jorge Wakabara