Archive for the ‘de R$ 25 a 30’ Category

Paraty não é uma cidade barata, principalmente em época de Flip, quando tudo fica superfaturado – inclusive alimentação. Mas mesmo assim dá pra comer bem gastando relativamente pouco.

Uma opção é o Porto da Pinga, que, sim, tem 400 mil tipos de pinga, mas também tem um cardápio bem simpático. O filé de peixe ao molho de camarão, acompanhado por saladinha, batata souté e arroz, custa R$ 24. Além de ser uma delícia, é um prato super bem servido e realmente vem camarão no molho, o que é muito importante! Se não tiver afim de peixe, o cardápio tem outras opções, como crepe (que é uma febre em Paraty), salada, omelete, carne, frango, caldos e por aí vai.  

Só não tem muita alternativa de sobremesa, mas tem um monte de garçom engraçadinho que quando você pergunta se tem doce (porque não tá no cardápio), a resposta é: “Serve eu?”. Aí vai do humor do cliente e do clima da situação… De qualquer jeito, fica a dica: o Porto da Pinga é do lado do Bombom da Maga, então um esquema bom é jantar e depois se jogar no bombom de brigadeiro.

Em tempo: “por que, ó meu deus, o nome do post é ‘Cobra na cachaça!?'”, pergunta o atento leitor. É assim: 
Chega lá, come tranqüilamente, bebe feliz e pede a conta. 
O garçom simpático vai perguntar se você não quer experimentar uma cachacinha, só assim, pra conhecer.
Peça a cachaça da casa. 
O garçom vai dizer: “Tem certeza? Você promete que não vai gritar?” (desconfio que ele só pergunta isso pras clientes do sexo feminino).
Prepare seu coração, caro(a) leitor(a). 
Ele vai voltar com um pote de cristal cheio de pinga… com uma cobra d’água boiando dentro! E diz que a cobra tá lá há 5 anos. Eu disse 5 ANOS. 

Segundo o mesmo garçom simpático, a cobra não interfere no sabor da bebida, mas faz com que ela ganhe “qualidades afrodisíacas”. Como se um monte de pinga, mesmo da mais mequetrefe, já não fosse afrodisíaco o suficiente! É cada uma, viu…

Serviço
Porto da Pinga
Rua Matriz, 12, Centro Histórico, Paraty – RJ.
Tel. 24-9907 4370 / 9958 0121
www.portodapinga.com.br

Mari Tavares

Anúncios

Você, querido produtor de moda pobre que se aventura por produções no Brás: nós temos um segredo que tirará (um pouquinho) o seu cansaço após bater perna na Rua Oriente. Não é um segredo, propriamente – todo mundo do Brás conhece a Casa Líbano, e todo mundo que gosta de comida árabe também. Não que o local seja muito barato – mas é em conta sim, e é tudo bem feitinho, produção própria, portanto ganha os nossos corações.

Anota: o combinado frio, que traz kibe cru, homus, coalhada seca, babaganush e chancliche ou fatouche ou tabule fica por… R$ 28,90 – e dá para dividir como entrada numa boa. A dica é ir com mais uma ou duas pessoas e pedir esse combinado + o kabsce (se fala cábse, mesmo, eu perguntei), um risoto com carneiro e amêndoas. A versão grande do kabsce fica R$ 25,90. Ele é beem gostoso, para quem gosta de carneiro, claro. Tinha várias outras opções que soavam deliciosas no cardápio, mas sorry, só tenho um estômago. Aliás: o homus é bem gostosinho, temperado na medida, e o kibe cru me pareceu fresco (daqui a pouco eu confiro e digo – THANKS FOR SHARING!).

Casa Líbano
R. Barão de Ladário, 831, Pari (sim, eu disse PARI), São Paulo – SP.
Tel. 11-3313 0289
http://www.casalibano.com.br/

Jorge Wakabara

Contribuição sempre bem humorada de Raul Andreucci, o terror da mulherada, Beto Mito nas horas vagas, doutor em futebol e PhD em saca-rolhas.

Tá, o dia dos namorados já passou. Mas sempre é tempo de ser romântico e comer bem. E uma boa pedida (ai, jornalista de serviço adora esse termo, né? um luxo!) pra nós, pobres (mortais), é o Blú Café.

É um “café & bistrô”, que fica ali na Rua Monte Alegre, em Perdizes, perto da PUC. É um lugar pequenininho, que mais parece uma casa bem aconchegante do que um restaurante sofisticado (e as comidas são, sim, sofisticadíssimas, viu!). Ajudam a compor esse ambiente os móveis antigos, a decoração meio européia e o jazz ao fundo (todas as quartas, sextas e sábados à noite). É aquela coisa: você senta e já se sente à vontade.

Melhor ainda que, quando você começa a se preocupar com o preço ou que vão achar que você não tem grana o suficiente para estar ali, os garçons aparecem com uma simpatia bem sincera e te mostram um menu com preços bem consideráveis. Eu não guardei bem o quanto era cada coisa porque sexta, quando fui ao Blú, tomei duas garrafas de vinho e, bem, vocês sabem… Mas garanto que há o que comer por volta dos 20 pilas, como o delicioso quiche, ou só para acompanhar um café, como as tortas doces (que hoje Deus não me permite mais comer).

Claro, se você gosta de falar que é pobre porque é hype ou está em alguma sistema de cotas mas tem grana…. amigo… se joga! Tem pratos ótimos por volta de 30, 40 mangos. Mas é sofisticado, hein. Não vai esperando um bife a cavalo. Eu sei, vão ter uns nomes estranhos que nem o chef sabe falar, mas vai na fé. Porque o trunfo do rango do Blú (é até uma blasfêmia chamar os pratos deles de rango, mas, como eu sou rebelde sem calça…) são as combinações. Não ache que tem coisa ali só pra decorar (se bem que, é, até tem…). É tudo pensado (ou me fizeram parecer que é), tudo junto ali na sua boca entra em uma harmonia que muda o sabor de uma maneira quase orgasmática, se assim vocês, puritanos, me permitem dizer.

Mas chega de lenga-lenga e vamos ao que interessa. Se o que vale nessa vida é a didática e a etiqueta, aprendam:

SOU POBRE, ME AJUDA, TIO! Nada de carta de vinhos para você. Vai extrapolar logo de cara o orçamento. Fique no chope. Sabemos que você gosta, e este vem numa caneca generosa e trincando. Entradas? Nem pensar. Finja que passou só para um lanche e peça o “Quiche com salada verde ao vinagrete de ervas”, como quem não quer nada. Vai te sustentar, garanto. E ainda dá pra pedir sobremesa, uma das tortas ou a salada de sorvetes.

SOU CLASSE MÉDIA METIDO A BESTA, MAS MÃO-DE-VACA E NÃO PRECISO DA SUA AJUDA! Precisa sim, bem. Aceite a carta de vinhos do garçom, não precisa ter medo. Você vai se assustar com alguns preços, mas tem alguns por volta de cinqüenta reais que já ajudam a dar aquela malemolência gostosa. Não precisa pedir entrada, porque isso é coisa pra grã-fino mesmo, mas não faça aquela cara de irritado quando colocarem o couvert na mesa. Enjoy! Faça tudo com calma, você foi lá para curtir, não pra pensar nos preços. Dinheiro é pra ser gasto. Peça uma massa ou uma carne e take it easy, os pratos podem parecer insuficientes pra você que come um prato de arroz-feijão enorme, mas sustentam. E guarde espaço para a sobremesa, elas valem a pena. E sobremesa, pô, até pobre come!

Serviço
Blú Café
Rua Monte Alegre, 591, Perdizes, São Paulo – SP
Tel. 11-3871 9296
www.blucafe.com.br

Raul Andreucci

(Obs.: a gente adora o Raul porque ele fala “se joga” com naturalidade, mesmo sendo um jornalista hétero especializado em esportes!!!)

A Fafá mandou outra sugestão nos comentários e a gente a-dorê! Adivinha onde fica? Na Barão de Tatuí! Eeee, Tatuí véia de guerra. Segue:

Eu acabei de chegar de uma cantina boa/barata… e o mais legal… rsrs… é aquela que participou do quadro Negócio Fechado do Luciano Huck! hahaha!!!

É na rua da casa do namorado, e nós sempre tivemos vontade de ir, mesmo quando era uma garagem imunda, aí o Alex Atala passou por lá e ficou uma graça – e realmente gostosa!!

O prato mais caro do cardápio foi o que eu pedi, era R$ 25, um espaguete ao vôngoli, com muito vôngoli, e muito bom!!!! Tem coelho, polpetone… bem “Jardim de Napoli” mesmo, mas baratim!!! Chama-se Famiglia Melilli, na Barão de Tatuí, em Sta Cecília.

Serviço
Famiglia Melilli
R. Barão de Tatuí, 302, Santa Cecília, São Paulo – SP.
Tel. 11-3826 5088

Fafá Gallo

O L’aperô é um ótimo plágio de bistrot francês (ou pelo menos o que nosso imaginário coletivo entende por bistrô francês… ) – e não estou sendo má, não, é mais ou menos essa a proposta. É uma casinha simpática com paredes cor de berinjela, florzinhas e cartazes parisienses, trilha sonora ‘típica’ e mesas de madeira cobertas por toalha xadrez. Ou seja: num tá podendo bancar uma passagem pra França e ir direto à fonte? Então cola lá e faz de conta que você não tá na Mourato Coelho, mas sim no Quartier Latin.

O mais legal do cardápio – além do fato de ele ficar colado em garrafas, ao invés da versão tradicional – são as saladas. As opções são todas apetitosas e grandes o suficiente para serem divididas. Elas sustentam, são de fato uma refeição, não só uma entradinha… Confesso que não reparei no que mais tem de comida salgada, mas sei que as sobremesas também são gostosas: tem um tal de Ópera que é feito com camadas finas de café, chocolate e um biscoitinho, bem gostoso. A única reclamação é que em pleno sábado eles tavam sem petit gateau… ai ai ai, viu.  

Uma salada (ótima! de brie com presunto cru e umas batatinhas) + 1 garrafa de cerveja + 2 sobremesas, dividido por dois, dá mais ou menos R$ 27 pra cada. Bem mais em conta do que uma passagem aérea, né não?!

Serviço
L’aperô
R. Mourato Coelho, 1343, Vila Madalena, São Paulo – SP.
Tel. 11-3814 2445 
www.lapero.com.br

Mari Tavares

Como eu ainda não tinha falado do Acrópolis???

Esse restaurante é um dos poucos gregos na cidade de São Paulo – o único que eu conheço, pra falar a verdade – e a comida é uma coisa! Primeiro que você tem que chegar cedo, porque o negócio bomba. Então você fica lá fora, tomando uma brejinha na calçada enquanto espera sua mesa. Quando você entrar no salão, que provavelmente não é maior que seu quarto, você não vai se sentar, vai direto se servir. É assim, você pega seu prato, vai lá no balcão da cozinha e pede a comida pro cozinheiro.

São porções tipicamente gregas, de Lula recheada a sei-lá-o-quê que é gostoso. Com R$ 30 você come muito bem, dá risada e conhece um pouco mais das delícias das antigas.

Serviço
Restaurante Acrópolis
Rua da Graça, 364, Bom Retiro, São Paulo – SP.

Cinthia Reis

Não estou falando de algum prédio estranho do Niemeyer. Refiro-me ao Lago Paranoá, que é artificial e enorme. Caso você nunca tenha ido para Brasília, você não pode imaginar o que é aquilo. Parece que estão tirando com a sua cara quando dizem que aquele monte de água foi colocado ali por obra do homem. Agora, NA REAL, o que as pessoas esquecem de dizer é que um dia já existiu um lago ali, que secou. O que eles fizeram foi simplesmente refazer o que a natureza já tinha feito, porque senão o clima da cidade ia ser mais seco do que já é.

O importante é que apesar de ter essa faceta artificial, o Paranoá é bonito. E um dos locais mais legais para curtir o visual dele – além do hotel que eu estava hospedado, SORRY – é o Café Antiquário, que fica no Pontão.

O Café (que é restaurante) tinha tudo para ser carérrimo: tem uma vista linda e é bonitinho. Mas não é – o estrogonofe de frango custa R$ 20 e é caprichadão! Eu comi um escondidinho, que tem mais ou menos essa mesma faixa de preço. Foram as meninas da Tríplice, a assessoria de imprensa do CFW, que levaram a gente (eu e Aretha, do Terra) lá. Claudinha e Natália, merci!

Serviço
Café Antiquário
Pontão do Lago Sul, Brasília – DF.
Tel. 61-3248 7755
www.cafeantiquario.com.br 

Jorge Wakabara

Já o citamos pelo menos duas vezes por aqui (+ especificamente: aqui e aqui). Mas, ao mesmo tempo, talvez porque seja caro, ninguém da nossa turma realmente reconhece que o Exquisito é um QG.

Mas é, né, gente?! Vamos combinar.

Bia, por exemplo, adora a porção de nachos de lá. É boa mesmo. O negócio é pedir uma porção de nachos para três – não o faça em momento ogro, você vai morrer de fome, a porção de nachos é caprichada mas é cara e só serve para dividir naquele momento tira-gosto – e tomar uns dois mojitos. O mojito é delicioso, mas não rola ficar tomando de montão, porque a sua conta vai virar um montão também.

Quer ficar bêbado? Vai para o Amarelinho encher a cara e não amola.

O Exquisito também tem vááários pratos, saladas, coquetéis etc. A maioria puxa para um lado “cozinha da América Latina”. Para quem quiser algo + caprichado… a gente só tá avisando antes porque não é barato mesmo, tá? Mas parece que vale a pena, as pessoas costumam falar bem das comidinhas de lá.

Obs.: pelas minhas contas, dividindo os nachos e com dois mojitos, você vai desembolsar uns R$ 30. Se eu estiver errado, me avisem.

Serviço
R. Bela Cintra, 532, Consolação, São Paulo – SP.
Tel. 11-3151 4530
www.exquisito.com.br

Jorge Wakabara

A gente costumava freqüentar mais, né? O Bar Leblon, que fica perto do Exquisito, é tipo filhote do Filial, sabia? Pois é: diz que é um ex-gerente do bar da Vila Madalena que toca o lugar simpático.
Desde o chão, que imita a calçada do bairro carioca, até um mapa na parede que reproduz Leblon, Ipanema e Copacabana, o clima tenta remeter à Zona Sul do Rio. Eu curto, na verdade, porque é um pouco mais barato que o Exquisito e costumava ser bem menos cheio… hoje em dia, o negócio é ir de dia de semana, e de preferência cedo. O Leblon tá lotando – sorte dos donos, azar o nosso, que agora tem que enfrentar fila de espera.
O legal do Leblon é que dá super para comer. Quando estou com “meia fome”, eu costumo comer o saladão que vai alface, palmito + outras coisinhas (não peça a de rúcula com mussarela de búfala, é beeem menor). Pros momentos “ogrinho”, peça o prato com arroz, feijão e carne seca com queijo coalho e mandioca (acho que é mandioca… ou é pamonha?). É uma delícia é custa um pouco menos de R$20.
Gosto das caipirinhas de saquê, também, que é gostosa e num preço superhonesto (acho que R$ 11, por aí). Só não me venha com a caipirinha de saquê com fruta vermelha – maiores drinque de mulherzinha, ninguém consegue tomar inteiro de tão docinho. Blergh.
Outros pontos positivos: o garçom e o público – desencanado e misturado, já vi de J. Pig a Marina Person e Badauí por lá. Q? A localização também é ótima – pertíssimo da Augusta porém mais sossegado, e se der uma animada dá para ir dançar PIXIES na FUN HOUSE e relembrar the old times.

Ah, sim, porque a Fun House continua na década de 2000.

Serviço
Bar Leblon
R. Bela Cintra, 483, Consolação, São Paulo – SP.
Tel. 11-3237 0151
www.barleblon.com.br

Jorge Wakabara

Mais um textinho by Mari Tavares, enquanto ela não tem um login só dela. Hoje eu estou incansável, né?!

Foi em uma mesa do restaurante Pasta & Vino que nasceu a idéia pra esse blog (idéia brilhante do Jorge, claro). Então, nada mais justo do que ele dar as caras por aqui…

Primeiro de tudo: o Pasta & Vino é 24 horas. SIM, ele não fecha NUNCA. Bateu um desejo louco por nhoque às 4h30 da manhã? Batata! Corre pra lá, sem medo de dar com a cara na porta. Foi justamente por causa desse serviço ininterrupto que a Trip andou fazendo uma matéria sobre ele. Colocaram lá um pobre coitado de um repórter pra passar 24h no restaurante, pra ver qual é… Aliás, o restaurante é superfreqüentado pelo pessoal da Trip, atores, cantores, descolados e afins, principalmente de madrugada.

As massas são todas feitas no próprio restaurante, o que já garante um sabor – e às vezes até uma cara – diferente pros pratos. Não adianta pedir fusilli achando que vai vir aquelas coisas perfeitamente simétricas com forma de parafuso da Barilla. Nada disso, as massas são bem mais rústicas (e é humanamente impossível fazer aquelas voltinhas à mão, né minha gente…). O esquema é parecido com outros restaurantes italianos: você escolhe o tipo da massa e depois, o tipo do molho. Mesmo o básico, como tagliatelli com molho de tomate, é uma delícia.

O preço fica mais ou menos R$30 por cabeça, incluindo couvert (pão italiano com sardela, manteiga e berinjela), bebida e prato principal (meia porção). A não ser que você seja uma draga, a meia porção enche a barriga fácil, fácil. Dá pra ir com amigos, com a firma, com a família e até sozinho. Já o peguete, só se o negócio já tiver mais sério… Pra primeiro encontro é muito ‘ogro’ demais – tanto a comida quanto o ambiente, que é meio escuro…

Dica final: se você é fumante – ou estiver acompanhado por um –, o restaurante tem área pra isso. Mas fuja das mesas que ficam bem na frente do bar/cozinha/caixa, perto de uma porta de vidro (onde eu e Jorge sentamos quando fomos lá). Problema 1: barulho da cozinha. Problema 2: nenhum garçom te vê.

Ah! E diz que o restaurante tem serviço delivery, mas aí a gente já não sabe em que estado chega o macarrão na sua casa…

Serviço
Pasta & Vino
R. Barão de Capanema, 206, Jardim Paulista, São Paulo – SP.
Tel. 11- 3081 8747
www.pastaevino.com.br