Archive for the ‘boteco’ Category

Demos sorte: o Minas Trend Preview aconteceu bem no momento da eleição do concurso Comida de Boteco, que aqui em BH é muito mais tradicional do que o Boteco Bohemia em São Paulo – pelo menos foi essa a impressão que tive.

Visitamos o Temático – apesar do nome, não, o bar não é gay HAHAHAHA! O legal do Comida de Boteco é que os pratos que concorreram nos anos anteriores continuam no cardápio. Por exemplo: o Gabriel e o Ricardo decidiram pedir a porção que está concorrendo em 2008 – rabada. Eu, o Rodolfo e o Roberto pedimos um “combinado” que concorreu em, não me lembro exatamente, mas acho que era 2003. Legal, né?!

Vamos aos fatos: o Temático não é um boteco de comida mineira. Pois é, eu sei, isso é bizarro, mas o Temático vende comida… baiana! A porção que comi com os meninos chama-se Lampião, Maria Bonita e Cangaceiros – ah, que lindo – e vem com carne de sol, queijo coalho, feijão de corda (Yummy! Temperadíssimo!), macaxeira e manteiga de garrafa. Se dividir por três é para petiscar mesmo, porque não é tão grande assim – acho que o ideal é por dois.

Mas o prato que está concorrendo esse ano e que Ricardo e Gabriel degustaram é a grande atração. Chama-se Com a mão no rabo doce (oi???) e trata-se de rabada assada no bafo por seis horas – sim, amiguinhos, eu disse SEIS HORAS – com batata doce, cebola, rabanete e agrião.

Não pára por aí. Tem toda uma técnica para comer a rabada. Eles dão uma luvinha de plástico para você usar na mão esquerda porque a porção deve ser comida com a mão.
E por que a mão esquerda?
Porque com a direita você vai beber cerveja, ORAS.

Eu experimentei a rabada, mas não sou muito fã, então não sirvo de parâmetro. Mas o Ricardo e o Gabriel gostaram tanto que comeram DUAS PORÇÕES!

Preço: em média, as porções de lá custam R$ 21, R$ 22. Eu gastei R$ 11 porque dividi a porção em três e a gente não bebeu muito. Mas confesso, dá vontade de comer tudo.

Serviço
Bar Temático
R. Perite, 187, Santa Tereza, atrás do Mercado Santa Tereza, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3463 7852

Jorge Wakabara

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Viu o título apelativo e ficou babando pra ler conto erótico encaixando (ui!) culinária com sexo de pobre? Entra no Mix Brasil, que o assunto aqui é feijoada. Feijoada completa: feia e suja. Ou a verdadeira feijuca, se preferir.

Pra início de conversa: boteco que é boteco não serve feijoada light! E pobre que é pobre sabe o valor gustativo-nutritivo de iguarias como orelha, pé, língua, fígado e rabo. Quer feijão preto com carne seca e lombo? Vai pro Bolinha e paga cinqüenta mangos per capita. Agora, tá afim de tirar a tarde do sábado pra bater uma feijuca violenta, daquelas que, se combinada com piscina redundam em morte por congestão – que nem o amigo daquele seu tio que bateu as botas no churrasco da família quando cê tinha 12 anos? Passa na Churrascaria e Lanches Estrela da Cardoso.

OK, o nome não poderia ser mais cafona. Ou até que poderia, se o ambiente fosse levado em conta. Com mesa de toalha vichy plastificada, copo âmbar, cadeira de plástico com assento marrom clarinho e uma gordona cuidando do caixa enquanto ralha com o marido, o Estrela é um achado downhill no meio do bairro de Perdizes – área com maior índice de pizzarias familiares por m² em SP. Feio, mas até que limpinho, o pico não tem cardápio: as opções do dia ficam expostas naqueles quadros de montar com letras amarelas, sabe? Então, esses mesmos. E a feijoada só entra na moldura de sábado – Deus sabe porque eles desconsideram a quarta como dia de feijão amigo.

Além da pelante cumbuca do ensopado, os R$14 também dão direito a uma porção ridiculamente grande de arroz branco (soltiiiiiiiiiinho que só), farofa competente e um arretado molho de pimenta. O caldo merece (muito) destaque: mesmo que ex-ce-len-te, tá longe de ser bonito e, dependendo das carnes que vierem encimando, dá até pra pegar um nojinho. Mas esquece o estético e experimenta, que vale a pena. De início, as texturas das carnes, erm…, menos nobres, são bem bizarras. Tipo, a pele do pé descola do osso – sei lá, cartilagem ou o quê – e fica dançando sozinha na boca, meio que com vontade própria. Abstrai de novo e esquece que aquilo é asqueroso. Abstraiu? Ficou bom, não? Com o tempo, vai ficando – de verdade!

OK, faltaram a laranja e a couve, mas como exigir tudo isso de uma refeição que sai por míseros R$ 7? Sim, a porção serve dois esfomeados com pé nas costas – ou ainda três pessoas com fome em modo menor que boi no rolete.

Pros mais fresquinhos, o contra-filé à cavalo (R$ 12,90) e o à Parmegiana (R$ 15,90) são os mais recomendados. Aviso: eles são ridiculamente grandes – é de dar medo, juro – e acompanham arroz, fritas, feijão, salada e um copinho de cachaça (?!) que vem com qualquer prato da casa.

O aperitivo que serviria pra abrir o – haja! – apetite foi a única coisa que não rolou de provar pra contar. Porque até experimento orelha, pé e rabo, mas me recuso a tomar cachaça servida de garrafa de Coca-Cola reaproveitada. Tudo tem limite. Até pra pobre.

Serviço
Churrascaria e Lanches Estrela
R. Cardoso de Almeida, 1523, Perdizes, São Paulo – SP.
Tel. 11-3673 1927 (eles entregam, contanto “que dê pra andar a distância”, advertiu a gorda nervosa do caixa)

Chico Felitti

Já falamos dele aqui, sim senhor. O Beirute é um dos lugares mais tradicionais da capital do país, e é um dos lugares que eu iria sozinho tranqüilamente – odeio sair sozinho para comer ou beber, mas tem algo ali de tão instigante e tanta gente diferente que eu me distraio pacas só observando.

(Não fui sozinho ontem, a Fernanda Ferrugem e alguns dos jornalistas de outros estados que estavam cobrindo o CFW foram comigo!)

O Beirute existe desde 1966 – acho, é algo assim. Por lá iam os intelectuais e artistas da cidade, e o bar (eu considero mais boteco do que bar, só vou chamar de bar por causa do tamanho) acabou virando um point que não é exatamente hypado, mas é o lugar. Sabe a avenida principal da cidade de interior, onde todo mundo à noite para se encontrar & conversar & relaxar? Em Brasília ninguém anda na rua, mas o Beirute resolveu o assunto. É lá que você vai encontrar todos os seus amigos bacanas de Brasília antes de ir para a balada. E não precisa combinar, não: é uma regra.

O famoso Kibeirute, que tem queijo dentro (e a turma da Ana Laura chama carinhosamente de Ki-tolete) custa R$ 4,50. A breja é de garrafa – oba – e tem outras coisas para comer por lá também. Mas acho que o forte do Beirute é: 1) ter cerveja BEM gelada, 2) a freqüência. Você vê casal careta do lado de drag queen, grupos de universitários, moderninhos, gays de todas as idades caçando (muita gente considera o Beirute um bar gay mas eu não concordo, acho bem misturado – por causa dessa fama ele ganhou o apelido de Gayrute).

O Beirute fecha às 2h, impreterivelmente. Portanto, não tente aparecer por lá às 3h: o garçom já vai ter ido embora. Depois de lá, você pode ir pro Dulcina, pro Landscape ou pro Espaço Galleria – aliás, é pelas mesas que você vai descobrir qual vai ser a festa mais legal da noite.

Vou colocar o serviço aqui embaixo, mas não precisa anotar: todo mundo sabe onde fica.

Serviço
109 Sul, bloco A, lojas 2/4, Brasília – DF.
Tel. 61-3244 1717

Jorge Wakabara

Em todo lugar da cidade tem feijoada aos sábados. Rumando à Vila Mariana, a minha sugestão é o Veloso Bar. Pára, que delícia!!!

Você não dá nada pro boteco, mas é muito legal, tem uma galera muito bacana e a comida, não precisa nem dizer, né? O bolinho de camarão não existe de gostoso e a feijoda é incrível e rápida, serve até três pessoas a grande, mas tudo depende da fome. Tomando caipirinha (que dizem que é a melhor de São Paulo), comendo o bolinho e a feju, você consegue pagar unsR$ 35 no máximo.  Vai com a galera ou com a paquera, é muito legal mesmo. O bar é todo decorado de futebol, com fotos, camisas e autógrafos.

Vamos, Jorginho, Mari?? Vamos combinar?

Serviço
Veloso Bar 
R. Conceição Veloso, 56 , Vila Mariana, São Paulo – SP. Sentido Paraíso, sabe?
Tel. 11-5572 0254
www.velosobar.com.br

Cinthia Reis

Não é o lugar mais simpático. Quer dizer, eu particularmente acho ultrasimpático, mas eu sou botequeiro ogro, então não conto. Não é o lugar ideal para, por exemplo, levar o peguete de primeira viagem.

Mas o Bar do Elvis é histórico, qualquer pinheirense boêmio já caiu nele em algum momento da vida – principalmente da adolescência (se bem que o Real é mais clássico da adolescência pinheirense do que o Elvis…). Ele é praticamente um corredorzinho quase na frente da Ex-Sala Uol de Cinema, atual IG Cine. Umas mesinhas de metal com cadeira na calçada, ali dentro tudo apertadinho dividindo espaço com o balcão e os pôsteres do Elvis (por isso o nome do local).

No Bar do Elvis você provavelmente vai ficar morrendo de medo de comer, achando que o lugar é meio sujo. Parece, mesmo. Mas a Flavinha me convenceu a comer a tal batata frita do Elvis.
RA-PAZ.
Sabe aquelas batatas fritas ultragordurosas, cortadas bem grossonas, que a sua mãe faz em casa?
Pois bem. Diliça.

Vá com mais duas pessoas e pague bem pouco por isso e pela cerveja. Te garanto. Fora que o garçom, cujo nome esqueci, é simpaticíssimo.

Serviço
Bar do Elvis
R. Fradique Coutinho, 390, Pinheiros, São Paulo – SP.

Jorge Wakabara

Para muitos, morar no interior pode ser uma tragédia. Estou incluída neste grupo. Não tem muito o que fazer, as opções de cultura são escassas, quando não são inexistentes, e as gastronômicas costumam se resumir a pizzarias. Aqui em Tatuí não era muito diferente, até que decidiu voltar às chapas o rei do sanduíche de boteco, João Bauru.

O João foi chapeiro por muito tempo num bar da cidade, até que resolveu abrir sua própria lanchonete. O lugar é simplérrimo: são três mesinhas de ferro com três cadeiras cada uma, mais quatro banquetas no balcão. Só. Ele abre só de dia de semana, das 19h até a hora que acabar o pão, sem chororô. Fim-de-semana, não abre e pronto. Mas mesmo assim, tem gente fazendo fila prá comer lá.

Se você um dia decidir provar o melhor de Tatuí, recomendo o x-salada completo e o sanduíche de lombinho. O tempero é incrível, vem com bastante cebola e a maionese da casa é um capítulo à parte. Inclusive, ele vende a maionese separadamente.

O preço é salgado se você for comparar com sanduíches de padaria: R$ 5 cada. Mas vale cada mordida e, come on, um sanduíche no nosso segundo lar não sai por menos de R$10.

Serviço
João Bauru
Rua Onze de Agosto, logo após a Praça da Matriz – Tatuí, SP.

Bia Bonduki

O baião de dois teoricamente não se chama assim por ser para duas pessoas, mas porque ele é feito com arroz e feijão. Heim, heim? Sacou?

Ontem eu, Mari e Ana Laura fomos para o Biu, que costumava ser o POINT da TCHURMA lááá pelos idos de 2002… A mulher do Biu, a Edi, é uma cozinheira de mão cheia. É simplesmente umas das coisas mais gostosas que eu já comi.

Vai queijo, carne de sol, abóbora, coentro… tudo bem misturadão. Mas o + interessante é reparar na progressão geométrica embutida no cardápio.
Lá no Biu, decidiu-se que, além do baião de dois, existe… o baião de um, o baião de três, o baião de quatro, o baião de cinco… até o baião de nove, que eu me lembre.

Por enquanto, tudo parece muito simples. Você vai me dizer: “chama assim porque o baião de um é para uma pessoa, o baião de dois é para duas…” Ah, você acha? Pois saiba: no Biu o baião de dois dá para três, o baião de três dá para cinco. É o milagre da multiplicação. A Ana diz que isso se deve à farinha (q?).

Bom, para quem já conhece o Biu, saiba: o baião de dois costumava ser bem maior. Tá menorzinho… mas ainda dá para três sim. Com carne de sol – que é o original e mais gostoso mesmo – custa R$ 35. E para os vegetarianos de plantão: tem baião de dois vegetariano, pelo mesmo preço. Só acho meio tonto: o gostoso do baião é que vem carne junto – eu ficaria com a salada, mesmo…

Serviço
Bar do Biu
R. Cardeal Arcoverde, 776, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3081 6739

Jorge Wakabara

Vamos supor que você trabalha no Itaim, e você viu o nosso post sobre o PF fino mas achou que R$ 25 era demais para o seu coraçãozinho. Que tal pagar… R$ 10 a menos?

Pertinho do Tulha, na esquina, o Alvarenga’s Bar parece um daqueles botecos que existem aos montes em São Paulo. Mas só quem entra e pede algo percebe: é o tempero mais delicioso de PF que eu já experimentei. De terça-feira, por exemplo, o prato do dia é estrogonofe. E ele é preparado com… coentro!! O feijão também tem coentro e é delicioso. E o prato do dia sai por apenas R$ 11, tá? No Itaim, meu bem, isso é trocado.

Vale super: com suco de limão – que vem naqueles copões – tudo sai por R$ 14, sem cobrar 10 % de serviço, sem frescura. E dá para encarar tranquilo, mesmo se você não estiver acostumado com PF, porque é tudo limpinho (inclusive o banheiro), com serviço atencioso.

Serviço
Alvarenga’s Bar
R. Pedroso Alvarenga, 1173, Itaim Bibi, São Paulo – SP.

Jorge Wakabara

O povo tá achando muito caro as coisas que a gente está colocando aqui.
Aí, toda vez que falam isso, a gente desafia as pessoas a darem sugestões mais baratas.

Uyrá mandou praticamente um ROTEIRO. E um roteiro, digamos, bem peculiar.

Roteiro “Coma bem e Gaste Pouco no Centro da Cidade”* – por Uyrá Lopes dos Santos:
1) Churrasco Grego (original) na Galeria do Rap (a.k.a. Galeria 24 de Maio) – R$5,00
2) X-Fantasia (hambúrguer, maionese e mortadela, tudo bem temperado) em frente ao Copan – R$ 1,50
3) Suco Tampico – R$ 1,00
4) De sobremesa, trufas da R. Araújo – R$ 0,75
TOTAL: R$ 8,25

… economia de R$ 31,75 em relação ao teto de R$ 40 – “Já dá pra comprar um livro!”, arremata nosso colaborador!
 
*Comentário do blog: exige-se estômagos valentes. Mari não encara, e tu, Jorge?

Resposta: NÃO! Meda.