Archive for the ‘Belo Horizonte’ Category

Gente! 1 ano de blog! Em meio a muvuca de carnaval, plantões e madrugadas de trabalho, ia passar super batido por nós, editores de meia-tigela…!

Para comemorar, fizemos uma lista de todos os 182 restaurantes, blogs e sites gastronômicos que apareceram por aqui neste período, divididos por cidade/Estado, em ordem alfabética e já com os links dos respectivos posts pra facilitar a vida (vamos publicar aos poucos, por cidade, porque demanda certo tempo…). Tivemos até cardápio musical, ó que chique!

Bom, parabéns pra nóis e que venha mais um ano! Eeeeee!

Belo Horizonte/MG
Bar Temático
Bares do Ei, Moreno! no Mercado Central
Bolão
Cantina do Lucas
Cantina Piacenza
Graciliano
Maria de Lourdes Botequim
Mineirinho
Pelicano Chopp
Villa Paraty
Xoq Xoq

Brasília/DF
Beirute
Café Antiquário
Isis Café Empório
Naturetto

Campos do Jordão/SP
Baden Baden

Curitiba/PR
Gô! Restaurante Asiático
Lucca Cafés Especiais

Mari Tavares

Em MInas Gerais a vida é assim: uma eterna competição para ver quem ingere mais gordura e carboidrato. É de se espantar que, além das barraquinhas de yakissoba aqui em São Paulo, nenhum mineiro com tino para negócios tenha pensado em fazer barracas de tropeiro. Ia vender pencas. Eu comeria.

Pois bem, isso quer dizer que tropeiro é tipo o yakissoba de BH. No domingo passado, FIZ CONTATO com três. Antes de começar, vamos explicar no que consiste o tropeiro.

Se você pensou que era apenas um tipo de feijão… engano seu. O prato completo inclui o feijão com farinha, arroz, couve, torresmo, pedaços de lingüiça/carne/frango (depende de quem faz), ovo frito (que o Alexandre e a Simone chamam de zolhudo ou algo assim, então deve ser o jeito que o povo chama o ovo frito por lá) e às vezes pedaços de tomate. Ou seja, PF, né, pessú?

Um deles foi no Mineirinho, onde acontece uma feira de artesanato com uma giga praça de alimentação – a barraca que eu fui acho que chamava Barraca do Mexidão, algo assim. R$ 5, o pequeno, R$ 8 o grande – que eu me lembre. Com frango, pouca lingüiça, e achei que tinha arroz demais (pedi menos e mesmo assim veio um montão). OK. Acho bom ligar antes para saber se vai ter feirinha, eu acho que é todo domingo mas não tenho certeza.

Do lado de fora do Mineirão, nas barracas ao redor do estádio: R$ 4. Bem salgadão, com carne. Como era o mais trashão, foi o que eu achei com cara de mais saboroso – mas não sei se agüentaria um inteiro.

E finalmente o legítimo tropeirão do Mineirão. Comprei na lanchonete Bar 23 (acho que era isso), a do portão 7A – lá dentro mesmo – por R$ 6. Não gostei da carne vir inteirona – eles entregam uma colher para você comer, e acaba que você tem que pegar o bifão com a mão, mesmo… não me aventurei. Tem pedaços de tomate com uma aparência esquisita, porém gostosos. Uma parte do desafio é justamente comer aquele rangão em pratinho de plástico sentado na arquibancada do estádio com uma colherzinha. Isso sim é coisa para craque!

Serviço (vou dar o endereço do Mineirão, o Mineirinho fica ao lado)
Mineirão
Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha, Belo Horizonte – MG.

Jorge Wakabara

Copo sujo é assim – como diz nossa amiga Simone, é bom não checar se o copo está realmente sujo, porque invariavelmente… ele estará. Em uma nova estadia em BH – dessa vez com o estimado Beto Mito – passamos por mil e uma aventuras, inclusive o Xoq Xoq, que é do ladinho da Cantina do Lucas mas tipo primo pobretão. Ou seja, dos nossos. Segundo o Alexandre, é um local frequentado por mundrungos made in UFMG. Tipo o Rei das Batidas de lá, sabe como é?

(Acabei de reparar que não tem um post do King of the Beats aqui! Absurdo!)

O Xoq Xoq possui uma vantagem enorme em cima de outros copos sujos que eu conheço. Ele fica em BH. Isso quer dizer que você gasta MENOS AINDA. Na continha: pedimos uma porção de lingüiça (foi isso, Raul?), uma outra de carne seca com mandioca, tomamos ONZE cervejas (a maioria destas em apenas três pessoas, porque a Simone e o Hudson não ficaram o tempo todo conosco). Total: R$ 60 e poucos reais. Ridículo, né? Descontando o pouquinho da Simone e do Hudson, dá menos de R$ 20 para cada! Por um sábado inteiro bebendo e comendo!

Diquinha: caso sua barba esteja grande, aproveita para passar num dos salões de lá do Maletta (que é o edifício onde ficam a Cantina do Lucas e o Xoq Xoq). O salão Penta fez o serviço direitinho e eu paguei R$ 9.

Serviço
Xoq Xoq
Av. Augusto de Lima, 233, lá dentro, Centro, Belo Horizonte – MG.

Jorge Wakabara

Esse é engraçado!

Bom, é muito difícil a vida da bilu em BH, porque o povo aqui é muito careta. Mesmo em boteco gay, é raro você ver um casal se beijando – se você vir, cuidado, pode ser eu. RISOS.

Então. Aí acontece que ou você vai com o boyzinho para a boate… ou não. Só que se você for cervejeiro e gosta de ficar sentado, acaba em maus lençóis. Ó, E AGORA, QUEM IRÁ ME DEFENDER?
A Villa Paraty, minha gente!

A Villa Paraty é um bar mezzo boate que, pelo que entendi, é mais para meninas só que os meninos também acabam indo. É uma casinha antiga com direito a, CLARO, uma sapatão cantando munida de violão, e lá para trás tem uma parte aberta, tipo quintalzão, com vários “níveis” cheios de mesa – me lembrou a Casa do Espeto aqui de São Paulo em versão menor. Mas para completar a decoração, além das árvores reais, rola um painel com COQUEIROS e o banheiro fica numa casinha TIPO TÍPICA DE PARATI! Juro! Tudo remete à praia! É esquisitíssimo estar num lugar PRAIANO em Minas Gerais, te garanto.

O mais legal da Villa Paraty é que, além das cervejas de garrafa, tem porções! Ó!!! Comi uma de contra-filé cortado aperitivo com fritas. Tinha bastante pedaço com gordura mas mesmo assim valeu a pena, a porção é bem farta e deu para dois numa boa. Tem outras porções que eu não experimentei, mas pela cara delas, olha, vale a pena.

Como tem showzinho, tem couvert também. Durante a semana é mais barato, como fui no feriado saiu R$ 6. Mas olha… a fofa não canta só Madonna e Ana Carolina, não. Rolou até… KATE BUSH! SÉRIO!
E JUSTO WUTHERING HEIGHTS!

Serviço
Villa Paraty
R. Rio de Janeiro, 1309, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel 31-3224 1220
www.villaparaty.com.br

Jorge Wakabara

Você já foi numa cantina TOMBADA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL? Pois bem. Eu fui. O Lê me levou na Cantina do Lucas, que já foi inclusive um dos points do Clube da Esquina – fica pertinho do Pelicano Chopp. O local é super simpático: fica dentro de uma galeria no Centro e tem garrafas penduradas no teto, cartazes de peças de teatro – que provavelmente o restaurante apóia – etc.

Apesar de ser uma cantina, a gente acabou comendo o Filé Olímpio, que consiste em filé fatiado, brócolis, molho da casa, arroz com açafrão e champignon (substituímos pelo arroz a piamontesa, com queijo) e batata palha (que substituímos por um tipo de batata assada). Com refri, deu menos de R$ 20 para cada um! O prato dá para dividir por dois tranquilo.

Serviço
Cantina do Lucas
Av. Augusto de Lima, 233, lá dentro, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3226 7153

Jorge Wakabara

Um dos lugares mais bacanas para tomar uma cervejinha aqui em BH é o Pelicano Chopp. Lá vende chope (ah, jura?) e cerveja de garrafa (Skol sai R$ 3,70). Mas o mais bacana é o clima meio decadence-c’est-cool. Ele é de madeira, com um balcão à moda antiga. Nas paredes rolam umas fotos de famosos, tipo a Alcione com carinha meiga, o Chico Buarque, o José Lewgoy, a Adriana Calcanhotto fantasiada de Frida Kahlo… oi?

Eu e o Lê dividimos uma porção de bolinho de arroz bem honesta, depois chegaram dois amigos dele, o Hudson (xi, não sei se é assim que escreve) e a Ju, eles comeram um sanduíche com batata frita cada, e bebemos cerveja até empapuçar. Deu R$ 20 each. A trilha sonora é bem gostosinha e, para dar uma idéia da freqüência, tinha um Los Hermanos cover na mesa ao lado.

Obs.: o local era freqüentado pelo… Clube da Esquina. Juro, não tô zoando. Depois eu falo de outro lugar, pertinho, que também era freqüentado por eles!

Serviço
Pelicano Chopp
Av. Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3224 4292

Jorge Wakabara

Se Milton Nascimento tivesse 25 anos hoje e vivesse em São Paulo, ele provavelmente freqüentaria o ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA, o KEBABEL e o GOPALA.

Se ele tivesse 25 anos hoje e vivesse em BH, ele freqüentaria o CLUBE DA ESQUINA.

OK, não teve graça, eu tentei ser a Ana Laura e não consegui.

Bom, o fato é: descobri o lugar ideal para você ir para aquele jantar romântico depois do cinema. Quer dizer, tinham descoberto para mim, mas eu sou o maior PÉLA-SACO e estraguei tudo: fui antes, sem querer, acredita?!

Continuando: aqui em Belo Horizonte, o cinema que você, caro leitor hipster, freqüentaria se chama Usina Unibanco de Cinema. Tem dois, um em Lourdes e um em Savassi. Aí o de Lourdes fica do lado, mas bem do ladinho mesmo, de uma cantina superfofa, novinha em folha. Lançamento, gente! O local se chama Cantina Piacenza e serve saladas, crepes e massas. O mais bacana é que eles têm uns “combinados”: massa + saladinha. Bom demais. Comi o ravioli de espinafre com molho ao sugo. Muuuito bom. Sério, mesmo, mega gostoso. Com a salada (verde, com umas lascas de queijo e um pouco de tomate, bem temperada com alecrim, adorei) mais uma água e um cafezinho (ótimo), deu R$ 21,50! Como o local é megagostosinho, parecendo um bistrô, a gente super aprova o preço.

ALERTA PRAZER ESTÉTICO: se você não estiver com o seu paquera, joga um olhinho pro cara que eu acho que é o dono em questão. Ele fica atrás do balcão e é BEM GALÃ. Ou, como diria a empregada da mãe da Fernanda Cabeção: MAS QUE GALÃO, HEIM?

Obs.: falando em GALÃO. Talvez você não seja uma bilu intelectual, né? Mas tudo bem. Se você for um bofe que ama futebol (tipo o Beto Mito), existe um lugar ali pertinho que pode ser do seu interesse: a sede do Clube Atlético Mineiro fica a pouquíssimos quarteirões e conta com a Loja do Galo, com artigos do time. HAHAHA
Se você for uma gata garota e rica, passa na M&Guia. Faz a fina. Fica a dois quarteirões. E vai ver se eu tô no Clube da Esquina.

OK, não teve graça de novo.

Serviço
Cantina Piacenza
R. dos Aimorés, 2422, Lourdes, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-2515 6092

Jorge Wakabara

Tipo Viena, mas é bem melhor! Aqui em BH tem um restaurante, o Graciliano, que provavelmente deve virar uma grande rede muy em breve – por enquanto só tem três e eu fui no do Belvedere, porque IEU SÔ CHIQUE, BENHÊ.

Tem café da manhã – que todo mundo fala bem, a Natália Dornellas recomendou e tudo – e almoço. Fui no almoço com o Roberto. Bem bom: tem MUUUITA variedade, do mexidão típico ao peixe, passando pelo sushi e por uma variedade ótima de salada. Tinha até uma pêra, acho que ao vinho.

O mais gostoso são as garrafinhas de sucos – o do Bob acho que era morango com alguma coisa, e o meu era o exótico limão com manjericão. Tipo tempero, né, gente? Eu adorei, mas faz cócegas na garganta. Sério.

Bom, o almoço não sai tão barato – para o buffet livre eles cobram R$ 30 e lá vai pedra. Mas existe a opção de comer por quilo. Eu, que normalmente gasto R$ 14 em quilo de São Paulo, por aí, fechei minha conta em exatos R$ 18,73, com o suco, sem sobremesa. Bom, né? Eu achei.

Acho que com isso eu encerro minhas experiências gastronômicas em Belo Horizonte – POR ORA. Afinal, tenho um bom motivo para voltar… PRONTO,FALEI.

Serviço
Graciliano
Av. Luiz Paulo Franco, 721, Belvedere, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3286 8505

Jorge Wakabara

Eu nunca vi um Mercado Central tão divertido na minha vida! Sério, gente, bizarro. O MC de BH tem umas lojinhas incríveis – aproveitei para comprar pimenta biquinho, que é – vejam só! – mineira.

Mas isso não é o mais interessante. Eis que você está passeando e de repente… Tem uma doida gritando com você de pé em um balcão com uma cerveja na mão. “EI, MORENO! VEM CÁ, MORENO! CERVEJA, MORENO?!”. Eu disse uma doida? São várias doidas, duas ou três, no mesmo pedaço do Mercado!

Você não está entendendo. É um caos. Mesmo. Elas não param de gritar. Engraçadíssimo. Veja a foto abaixo:

ei_moreno

O que eu sei é que a fofa insiste tanto, mas tanto, e em um intervalo tão curto de tempo, que te convence. É lá que se come o tradicional fígado com jiló. Você fez careta? Pois é, eu também, mas tem quem ache o prato uma iguaria, então eu respeito.

A porção custa R$ 10 e é para ser comida de pé mesmo, no balcão, com a cervejinha (por R$ 2,80), dividindo com os amigos. Não precisa ficar muito, é coisa de parar, comer, beber uma cervejinha, bater um papinho e vazar. Gabriel disse que é normal conversar com a pessoa do seu lado no balcão – e é de bom tom oferecer o que você está consumindo. Fique tranqüilo, normalmente a pessoa não vai aceitar mesmo porque sabe que é apenas uma convenção, e se aceitar vai te pagar a próxima.

Fomos no São Judas Tadeu – na frente, tem o Bar dos Valadarenses. Tudo me pareceu bem igual, então pode escolher qualquer um com essas doidas gritando.

Serviço
Bares do Ei, Moreno! no Mercado Central
Av. Augusto de Lima, 744, Centro, Belo Horizonte – MG.
http://www.mercadocentral.com.br/

Obs.: Uma dúvida. Não vi nenhum loiro passar. Será que ela grita “EI, GALEGO!”?
Obs. 2: Tentamos ir num restaurante no próprio Mercado, que Gabriel disse que lembra dele ser ótimo. O lugar se chama Casa Cheia e estava, er… CHEIO. Alguém já foi? É legal? Quanto custa?

Jorge Wakabara

Demos sorte: o Minas Trend Preview aconteceu bem no momento da eleição do concurso Comida de Boteco, que aqui em BH é muito mais tradicional do que o Boteco Bohemia em São Paulo – pelo menos foi essa a impressão que tive.

Visitamos o Temático – apesar do nome, não, o bar não é gay HAHAHAHA! O legal do Comida de Boteco é que os pratos que concorreram nos anos anteriores continuam no cardápio. Por exemplo: o Gabriel e o Ricardo decidiram pedir a porção que está concorrendo em 2008 – rabada. Eu, o Rodolfo e o Roberto pedimos um “combinado” que concorreu em, não me lembro exatamente, mas acho que era 2003. Legal, né?!

Vamos aos fatos: o Temático não é um boteco de comida mineira. Pois é, eu sei, isso é bizarro, mas o Temático vende comida… baiana! A porção que comi com os meninos chama-se Lampião, Maria Bonita e Cangaceiros – ah, que lindo – e vem com carne de sol, queijo coalho, feijão de corda (Yummy! Temperadíssimo!), macaxeira e manteiga de garrafa. Se dividir por três é para petiscar mesmo, porque não é tão grande assim – acho que o ideal é por dois.

Mas o prato que está concorrendo esse ano e que Ricardo e Gabriel degustaram é a grande atração. Chama-se Com a mão no rabo doce (oi???) e trata-se de rabada assada no bafo por seis horas – sim, amiguinhos, eu disse SEIS HORAS – com batata doce, cebola, rabanete e agrião.

Não pára por aí. Tem toda uma técnica para comer a rabada. Eles dão uma luvinha de plástico para você usar na mão esquerda porque a porção deve ser comida com a mão.
E por que a mão esquerda?
Porque com a direita você vai beber cerveja, ORAS.

Eu experimentei a rabada, mas não sou muito fã, então não sirvo de parâmetro. Mas o Ricardo e o Gabriel gostaram tanto que comeram DUAS PORÇÕES!

Preço: em média, as porções de lá custam R$ 21, R$ 22. Eu gastei R$ 11 porque dividi a porção em três e a gente não bebeu muito. Mas confesso, dá vontade de comer tudo.

Serviço
Bar Temático
R. Perite, 187, Santa Tereza, atrás do Mercado Santa Tereza, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3463 7852

Jorge Wakabara