Archive for the ‘bar’ Category

Acordou com uma vontade louca de comer empanadas chilenas ao som de I will always love you em ritmo de salsa? Não se desespere, PobreTambémCome tem a solução: corre lá no El Guatón (ou, para os íntimos, só “chileno”).  

Quem ia fazer esse texto era o Heitor, mas a pessoa tá demorando DEMAIS, então eu assumi a tarefa. O Chileno é famoso pelas empanadas, muito gostosas, com uma massa ótima e bastante recheio. As que são assadas custam R$ 4 e tem sabores como carne (a mais famosa), queijo, pizza, calabresa e mais uns três ou quatro. A de mariscos é um pouco mais cara, custa R$ 6. Também tem a versão frita, mas só em três opções: queijo e carne (R$ 4 cada) ou camarão com queijo (R$ 6). O único defeito é que não tem empanada de carne seca, quesito no qual o bar Empanadas ganha (aliás, pra mim, o único quesito… o Chileno num tem a muvuca nem a fila de espera do Empanadas, acho a comida mais gostosa e se duvidar até mais barata).

Se a fome for maior, no cardápio tem um monte de prato, todos tipicamente chilenos, de preços que vão dos R$ 20 aos R$ 60! Tem ceviche, congrio (um tipo de peixe), feijão e milho nas mais variadas formas, e até ostra pra comer com limãozinho! De sobremesa, pudim de leite ou uma torta de massa folhada com recheio de doce de leite (não sei o preço, se alguém souber…). Pra beber, cerveja (a Serra Malte custa R$ 6), tequila, caipirinha, suco, refrigerante e por aí vai…

E a trilha sonora?! Ah, a trilha sonora… Impagável. O som vai de Macarena a Feelings versão caribenha em segundos. O dono também é uma figurinha: um senhor baixinho, gordinho e de óculos fundo de garrafa, em geral de bom humor. Aliás, o nome do bar é uma homenagem à sua forma física: ‘el guatón’ é tipo um apelido para uma pessoa barriguda.     

Ah! E aceita VR!

Serviço
El Guatón
R. Artur de Azevedo, 906, Pinheiros, São Paulo – SP
Tel. 11-3085 9466     

Mari Tavares

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Eu sempre morri de preconceito com o Aniello porque achava que era um lugar de rico. Sei lá, talvez porque ele tem uma cara arrumadinha e fofa. Ele fica praticamente no mesmo quarteirão da minha ex-casa (onde morei durante 27 anos), do lado do Smoky Jô, e mesmo assim só tinha ido lá uma vez, há muito tempo, com a Yuri.

Aí teve aniversário do Rodrigo lá e eu fui. A princípio o esquema era só pra tomar umas cervejas, mas eu tava com fome e decidi pedir algo para comer. Surpresa: uma pizza de mussa bem gostosa brotinho (mas um brotinho decente que alimenta) por R$ 11 e poucos! Achei bacana. Com a cervejinha, dá menos de R$ 20 com certeza. Fora que o esquema de comanda individual em festa de aniversário é genial, né? A gente ama.

Já passei na frente do Aniello na hora do almoço e parece bem gostoso e animado comer lá. Alguém já foi para dizer a faixa de preço?

Serviço
Aniello
R. Mourato Coelho, 47, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3061 3213
www.aniellobar.com.br

Jorge Wakabara

Esse é engraçado!

Bom, é muito difícil a vida da bilu em BH, porque o povo aqui é muito careta. Mesmo em boteco gay, é raro você ver um casal se beijando – se você vir, cuidado, pode ser eu. RISOS.

Então. Aí acontece que ou você vai com o boyzinho para a boate… ou não. Só que se você for cervejeiro e gosta de ficar sentado, acaba em maus lençóis. Ó, E AGORA, QUEM IRÁ ME DEFENDER?
A Villa Paraty, minha gente!

A Villa Paraty é um bar mezzo boate que, pelo que entendi, é mais para meninas só que os meninos também acabam indo. É uma casinha antiga com direito a, CLARO, uma sapatão cantando munida de violão, e lá para trás tem uma parte aberta, tipo quintalzão, com vários “níveis” cheios de mesa – me lembrou a Casa do Espeto aqui de São Paulo em versão menor. Mas para completar a decoração, além das árvores reais, rola um painel com COQUEIROS e o banheiro fica numa casinha TIPO TÍPICA DE PARATI! Juro! Tudo remete à praia! É esquisitíssimo estar num lugar PRAIANO em Minas Gerais, te garanto.

O mais legal da Villa Paraty é que, além das cervejas de garrafa, tem porções! Ó!!! Comi uma de contra-filé cortado aperitivo com fritas. Tinha bastante pedaço com gordura mas mesmo assim valeu a pena, a porção é bem farta e deu para dois numa boa. Tem outras porções que eu não experimentei, mas pela cara delas, olha, vale a pena.

Como tem showzinho, tem couvert também. Durante a semana é mais barato, como fui no feriado saiu R$ 6. Mas olha… a fofa não canta só Madonna e Ana Carolina, não. Rolou até… KATE BUSH! SÉRIO!
E JUSTO WUTHERING HEIGHTS!

Serviço
Villa Paraty
R. Rio de Janeiro, 1309, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel 31-3224 1220
www.villaparaty.com.br

Jorge Wakabara

Um dos lugares mais bacanas para tomar uma cervejinha aqui em BH é o Pelicano Chopp. Lá vende chope (ah, jura?) e cerveja de garrafa (Skol sai R$ 3,70). Mas o mais bacana é o clima meio decadence-c’est-cool. Ele é de madeira, com um balcão à moda antiga. Nas paredes rolam umas fotos de famosos, tipo a Alcione com carinha meiga, o Chico Buarque, o José Lewgoy, a Adriana Calcanhotto fantasiada de Frida Kahlo… oi?

Eu e o Lê dividimos uma porção de bolinho de arroz bem honesta, depois chegaram dois amigos dele, o Hudson (xi, não sei se é assim que escreve) e a Ju, eles comeram um sanduíche com batata frita cada, e bebemos cerveja até empapuçar. Deu R$ 20 each. A trilha sonora é bem gostosinha e, para dar uma idéia da freqüência, tinha um Los Hermanos cover na mesa ao lado.

Obs.: o local era freqüentado pelo… Clube da Esquina. Juro, não tô zoando. Depois eu falo de outro lugar, pertinho, que também era freqüentado por eles!

Serviço
Pelicano Chopp
Av. Augusto de Lima, 245, Centro, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3224 4292

Jorge Wakabara

Saca a situação: estava na terapia, falando exatamente da minha compulsão por comida pouco nutritiva e cara, e já pensando no almoço marcado nas proximidades de um Mc Donald’s. A terapia acabou, o almoço miou, e eu estava ali, no meio de Pinheiros, doida para atacar um Hamburguinho, ou até mesmo seguir a dica da Fafá e ir no Sinhá.

Após um raio de consciência, olhei do outro lado da rua e vi a deidade: Divino Bar e Grelhados. Embora eu freqüente semanalmente aquela área, esse era um lugar que nunca tinha me chamado a atenção. Mas, enfim, entrei e decidi provar.

Já de cara, um garçom passou e me ofereceu um prato de salada. Desconfiei, mas como eu ainda nem tinha olhado o cardápio, aceitei. Era um pratinho de sobremesa com alfaces picadas, rodelas de tomate, agrião e cenoura raladinha, tudo muito farto. Aquilo só podia ter um preço, mas fosse o que fosse, eu estava pagando.

O cardápio consistia em pratos do dia, pratos semanais mais baratos e lanches. Desrespeitando a terapeuta, pedi um sanduíche de pernil, que estava divino (hein, hein?). Bem servido, com bastante cebola, e o garçom ainda trouxe um molhinho inglês e uma pimentinha prá completar. De bebida, pedi um suco de abacaxi.

A conta deu R$ 11,20, e a salada era cortesia da casa. Ou seja, barato, simpático e gostoso.

Serviço
Divino Bar e Grelhados
Rua Dos Pinheiros, 953, Pinheiros, São Paulo – SP.
Tel. 11-3031 7265
www.divinobar.com.br

Bia Bonduki

Eu nunca vi um Mercado Central tão divertido na minha vida! Sério, gente, bizarro. O MC de BH tem umas lojinhas incríveis – aproveitei para comprar pimenta biquinho, que é – vejam só! – mineira.

Mas isso não é o mais interessante. Eis que você está passeando e de repente… Tem uma doida gritando com você de pé em um balcão com uma cerveja na mão. “EI, MORENO! VEM CÁ, MORENO! CERVEJA, MORENO?!”. Eu disse uma doida? São várias doidas, duas ou três, no mesmo pedaço do Mercado!

Você não está entendendo. É um caos. Mesmo. Elas não param de gritar. Engraçadíssimo. Veja a foto abaixo:

ei_moreno

O que eu sei é que a fofa insiste tanto, mas tanto, e em um intervalo tão curto de tempo, que te convence. É lá que se come o tradicional fígado com jiló. Você fez careta? Pois é, eu também, mas tem quem ache o prato uma iguaria, então eu respeito.

A porção custa R$ 10 e é para ser comida de pé mesmo, no balcão, com a cervejinha (por R$ 2,80), dividindo com os amigos. Não precisa ficar muito, é coisa de parar, comer, beber uma cervejinha, bater um papinho e vazar. Gabriel disse que é normal conversar com a pessoa do seu lado no balcão – e é de bom tom oferecer o que você está consumindo. Fique tranqüilo, normalmente a pessoa não vai aceitar mesmo porque sabe que é apenas uma convenção, e se aceitar vai te pagar a próxima.

Fomos no São Judas Tadeu – na frente, tem o Bar dos Valadarenses. Tudo me pareceu bem igual, então pode escolher qualquer um com essas doidas gritando.

Serviço
Bares do Ei, Moreno! no Mercado Central
Av. Augusto de Lima, 744, Centro, Belo Horizonte – MG.
http://www.mercadocentral.com.br/

Obs.: Uma dúvida. Não vi nenhum loiro passar. Será que ela grita “EI, GALEGO!”?
Obs. 2: Tentamos ir num restaurante no próprio Mercado, que Gabriel disse que lembra dele ser ótimo. O lugar se chama Casa Cheia e estava, er… CHEIO. Alguém já foi? É legal? Quanto custa?

Jorge Wakabara

Demos sorte: o Minas Trend Preview aconteceu bem no momento da eleição do concurso Comida de Boteco, que aqui em BH é muito mais tradicional do que o Boteco Bohemia em São Paulo – pelo menos foi essa a impressão que tive.

Visitamos o Temático – apesar do nome, não, o bar não é gay HAHAHAHA! O legal do Comida de Boteco é que os pratos que concorreram nos anos anteriores continuam no cardápio. Por exemplo: o Gabriel e o Ricardo decidiram pedir a porção que está concorrendo em 2008 – rabada. Eu, o Rodolfo e o Roberto pedimos um “combinado” que concorreu em, não me lembro exatamente, mas acho que era 2003. Legal, né?!

Vamos aos fatos: o Temático não é um boteco de comida mineira. Pois é, eu sei, isso é bizarro, mas o Temático vende comida… baiana! A porção que comi com os meninos chama-se Lampião, Maria Bonita e Cangaceiros – ah, que lindo – e vem com carne de sol, queijo coalho, feijão de corda (Yummy! Temperadíssimo!), macaxeira e manteiga de garrafa. Se dividir por três é para petiscar mesmo, porque não é tão grande assim – acho que o ideal é por dois.

Mas o prato que está concorrendo esse ano e que Ricardo e Gabriel degustaram é a grande atração. Chama-se Com a mão no rabo doce (oi???) e trata-se de rabada assada no bafo por seis horas – sim, amiguinhos, eu disse SEIS HORAS – com batata doce, cebola, rabanete e agrião.

Não pára por aí. Tem toda uma técnica para comer a rabada. Eles dão uma luvinha de plástico para você usar na mão esquerda porque a porção deve ser comida com a mão.
E por que a mão esquerda?
Porque com a direita você vai beber cerveja, ORAS.

Eu experimentei a rabada, mas não sou muito fã, então não sirvo de parâmetro. Mas o Ricardo e o Gabriel gostaram tanto que comeram DUAS PORÇÕES!

Preço: em média, as porções de lá custam R$ 21, R$ 22. Eu gastei R$ 11 porque dividi a porção em três e a gente não bebeu muito. Mas confesso, dá vontade de comer tudo.

Serviço
Bar Temático
R. Perite, 187, Santa Tereza, atrás do Mercado Santa Tereza, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3463 7852

Jorge Wakabara

Começa a temporada mineira do PobreTambémCome – meio atrasada, eu sei, mas é que internet aqui é meio rara e eu arrumei um peguete ótimo, então não enche.

Para quem não sabe, estou em BH por causa do Minas Trend Preview. E, para quem não sabe também, a comida mineira é engordativa e, como tudo que engorda, é maravilhosa.

Como o Gabriel é mineiro, ele está meio que servindo de anfitrião para nós – e nos levou em locais legais, sim, faça-se justiça! O primeiro foi o Maria de Lourdes Botequim, que vende um chopp caseiro – cujo slogan, por sinal, serve de título para esse post.

O chopp Krug é totosinho – cremoso, e segundo o Bob é “muithso lééévi” – ele disse isso enrolando a língua e tentando provar para nós que chopp “não dá nada”. Sei.

Bom, o chopp é bom mas a gente veio aqui para beber ou pra comer? Peça a porção de carne de panela, vem com um molhinho delícia e pãozinho para molhar!!! HUUUMMMM, MA OE! Também pedimos uma porção de pastel de aipim com recheio de carne – acho que era isso. Então, para nós paulistas isso se chama RISOLES. Mas tudo bem, a gente respeita a lingüística de cada um.

Bom, resultado: bebemos mega, comemos bem e a conta deu R$ 25 for each (quatro pessoas). O bar é do tipo simpático-Vila-Madalena-limpinha, mas não chega a ser um “picanha na calçada”. Portanto, recomendamos.

Serviço
Maria de Lourdes Botequim
R. Barbara Heliodora, 141, Lourdes, Belo Horizonte – MG.
Tel. 31-3292 6905

Jorge Wakabara

Vila Madalena hoje virou sinônimo de bares lotados, trânsito, chopp caro e pessoas com estilo duvidoso, certo? E o que preconceituosamente chamamos de “moemização” da Vila Madalena é um fenômeno irreversível que já dominou as principais imediações do bairro, certo? Errado. Num dos poucos espaços ainda não explorados do bairro, existe o simpático e discreto Sabiá.

Eu sinceramente já estava cansado de todas as opções que apareciam. O mesmo chopp, o mesmo papo, a mesma decoração e a mesma cortina de fumaça engordurada de picanha na chapa. Picanha é bom, eu concordo. Mas não há nada mais desagradável que ficar com o cabelo cheirando a picanha na chapa. Nada mais deselegante, na minha opinião.

O grande barato do Sabiá é o ambiente clean (não há nem letreiro na porta) sem ser despojado-pretensioso-chic. É simplão mesmo: mesas de madeira com toalhas brancas, paredes brancas, piso avermelhado e portas e janelas de vidro grandonas. O que contrasta com seu público, sempre bem eclético, que varia das patricinhas perdidas ao povo do samba (que estava presente da última vez que estive lá). É o lugar pra levar o date, o pessoal do trabalho, os amigos antenados e até mesmo seus pais num sábado à tarde.

O cardápio é recheado de comidas bacanas e simples. Comida de botequim de verdade. Porções de moela, língua, além dos tradicionais pratos como a feijoada e a vaca atolada (carne saborosa num caldo suculento, arroz e couve refogada). Optamos pelos sanduíches, todos no pão francês, que além de deliciosos, possuem um preço sensacional. Destaque para o sanduíche de bife à milanesa com salada de agrião e tomate. Com R$ 20 você consegue comer bem e ainda tomar dois chopps bem gelados. o que significa que com os outros R$ 20 você pode ficar a vontade para experimentar um outro drinque ou a deliciosa empadinha (nas versões camarão e palmito) que saem por R$ 3,50 cada.

O Sabiá já virou minha opção de boteco-com-chopp da Vila. Tenho ainda muito o que explorar no cardápio (e acreditem, vai demorar um certo tempo devido a variedade de opções). Se pá, cola lá.

Serviço
Sabiá
Rua Purpurina, 370, Vila Madalena, São Paulo – SP.
Tel. 11-3816 1872/4508 3554
Aceitam dinheiro, Visa, Mastercard

João Marcelo

Não adianta, é uma condição humana. Nós sempre iremos julgar um livro pela capa, uma pessoa pelo gosto musical e um barzinho pela decoração. Uma hora a gente muda de idéia, mas a primeira impressão é a que fala mais alto.

Assim foi com o Athenas, na esquina da Rua Augusta com a Antonio Carlos. Como sempre acabo saindo naquela região, achei que fosse mais um bar metido a besta, que cobrava R$ 5 por uma Brahma, e por isso preferia o bom e velho Charm para as cervejinhas de domingo (o Charm, para quem não sabe, fica na frente do Athenas). 

Bom, mas aí fui encontrar um amigo ontem e ele sugeriu que fôssemos lá. Continuei com meu pré-julgamento até chegar no lugar e ver que a garrafa de Stella Artois, geralmente cara na maioria dos bares, custava R$ 4,50. Honesto. E a porção de bolinho de carne (que, não se confundam, não é croquete, é quase kibe) custava R$ 7. E o frapê de sei-lá-o-quê gigante que o meu namorado pediu era R$ 3,50. Ou seja, preço de boteco, qualidade de bistrô, ótimo para ir com amigos, peguetes ou para fazer uma boquinha pós-cinema.

Minha única ressalva foi o atendimento. Os garçons pareciam não nos enxergar e cometeram vários erros, inclusive na conta. Não se pode ter tudo, acho.

Curiosidade: o Athenas Café é do mesmo dono do restaurante grego ao lado, o homônimo Athenas.

Serviço:
Athenas Café
Rua Augusta, 1.449, Consolação, São Paulo, SP.

Bia Bonduki